“…As espadas de Toledo são fortes como a morte
Pois no rio Tajo são banhadas 
Tantas vezes neste rio mergulhadas
Tanto mais a forja se faz forte…”

Corpos nos subsolos e múmias em “San Andrés”
Nos porões das casas, cabalas, feiticeiros e magos
E uma estátua de Cervantes fazendo pose:
Segredo em Toledo.

A “Cidade Imperial”, “glória da Espanha”
Dos escritores, a maior das musas
E em meio a suas carcamusas
Toledo, em segredo.

“Cidade dos Reis”
Para Einstein, um conto de fadas
De armaduras, brasões e espadas
“Toletum” e seus mistérios…

A odisséia de “Don Quixote de la Mancha”
As peripécias de Rodrigo, o último rei visigodo
A lenda do cavalo do Rei Afonso VI
Toledo, um romance cavalheiresco.

Antes de Cristo, fundada
“Cidade de três culturas”,
De três religiões
Toledo, “no alto levantada”.

“O dia do poço”
Os massacres indiscretos
E os cavaleiros sem rosto
Toledo, confidencial e secreto.

A moura encantada
“A campana gorda”
O paralelepípedo branco
Toledo, assombrada.

Nos portões, pôr – do sol dourado
No “Mirador del Valle”, arvoredos
E o cheiro dos marzipãs…
Toledo sem segredos.

Mas, e o Grego?
O Grego tem segredo
Segredo em Toledo
Que medo…

“…Todas as noites, em suas tortuosas vielas
As vozes dos povos que viveram nelas
No silêncio da escuridão, ecoam
Levando todos a no tempo voltar
A ver os reis e os cavaleiros deste lugar…”

Crédito da imagem: Para Viagem