Vocês podem reparar que em qualquer cenário político moderno, um dos primeiros impulsos dados em debates é procurar qualquer resquício de religiosidade, tentando justificar ou anular o seu discurso, muitas vezes, jogando sujo dizendo: você só tem essa opinião porque você é religioso. Entendem?

Logo, o Estado é laico, ou seja, você perdeu o seu direito de fazer parte do processo político. (Estou citando um exemplo). Eles não respeitam as suas ideias, e isso é claramente usado, também, na questão do aborto.Percebam que isso é fruto dos acontecimentos da revolução francesa.

Quando alguém posiciona-se na questão do Aborto, por exemplo, veja que é muito comum argumentar com um fundamento religioso, no caso, se usar a expressão Estado Laico torna comum a sua fala. Por isso, muitas vezes, vocês escutam aquela frase: “Politica e religião não se misturam”. Na Revolução Francesa houve muitas catedrais que foram quebradas diante deste fato. A Catedral de Notre Dame, por exemplo, além de ter sofrido vandalismo, foram colocadas imagens pagãs dentro dela.

Outro advento que apareceu na Revolução francesa foi o cientificismo da politica moderna. É a ideia de que você pode analisar e criar a política de maneira cientifica, tentando trazer resultados previsíveis, ou seja, como se você pudesse prever as coisas que podem acontecer.

Com isso nasce a dicotomia moderna, que é a dicotomia entre Liberais e Socialistas, ou seja, começa a tornar-se uma discussão entre eles, assim como também entre coletivistas e individualistas ainda que ambos neguem a ideia de transcendência.