O poeta é um mito
Que eu, por assim dizer, imito
Pois não me limito
A tão somente lê-lo.

O grito
É meu também
E o não dito
Da minha parte, vai além.

Ele, escritor
E suas entranhas em dor
Sem horários
Sem erários…

Porque, então, tal ofício
Brotando na alma desde o início
Sem fim e sem princípio?

Esquisito.

Tudo restrito
Ao pensamento
Ao sentimento
À mente.

Autor não mente
Apenas traduz
A luz
No fim do túnel.

Que ninguém ou quase ninguém

Ou lê
As entrelinhas.

As minhas
Quem as merece?
E quem as conhece?

Utopia…
Nenhuma distopia
E uma completa sorte de Mithopia.

Conglomerados mitológicos
Todos lógicos
Na cabeça do artista
O que são?

Sagas…
As mais amargas
Porém as mais brilhantes.

E todos os outros estão tão distantes
Dele, o poeta, o gênio
Mas que é louco
Sinistro…

Desisto!

Não escrevo para convencer
Escrevo para ser
O que sou.