“Tanto monta, monta tanto

Ysabel como Fernando.”

Desde o princípio, foi amor

Amor de alma, amor real

E de sangue…

Imperial.

Ela, filha de João II de Castela;

Ele, filho de João II de Aragão

O avô dela era Henrique II, Rei de Castela

Irmão do avô dele, Fernando I, Rei de Aragão.

Eram de fato primos de segundo grau

Tão próximos que só um Papa poderia apresentar

Uma bula para lhes exonerar

Da consangüinidade afinal.

A família tentou encontrar-lhe candidatos a mais

Carlos… Afonso… Pedro…

Todavia, a princesa a todos recusava

E rogava aos céus que cessassem tais esponsais

Porque só a Fernando ela amava.

O Papa era a favor desta união

Mas a família dos nobres não

O casal era vigiado todo o tempo

Entretanto, isso não foi um impedimento.

Ysabel escapou e Fernando fugiu

A todos enganaram

E em segredo se casaram

Em um Palácio em Valladolid.

A Princesa de Astúrias e o Rei da Sicília

Ysabel de Castela e Fernando de Aragão

Enfim, juntos, então.

A aliança entre dois reinos brilhantes

Foi uma aliança de coração

E no brasão dos reinantes

O símbolo de sua rara afeição.

Yugo, escolhido por Fernando

Por ter a inicial de Ysabel

Flechas, escolhidas por Ysabel

Por ter a inicial de Fernando.

E, deste modo, teve início o legado dos Reis Católicos

E o inimaginável sucesso do polêmico ato nupcial

Que unificou reinos ibéricos caóticos

Para formar as bases da Espanha atual.

O Senhor da Guerra

E a Senhora da Conquista

Geraram cinco filhos em sua união

Isabel, João, Joana, Maria e Catarina de Aragão.

Tal qual um conto de fadas real

A biografia dos primos consortes

É contada por inteiro até as suas mortes

Em todos os livros de História universal.

 

“Uma só coroa, um só país, uma só fé!”

Crédito da imagem: Torre da História Ibérica

Website Comments

  1. Vera Helena Pancotte Amatti

    Parabéns pelo poema tão inspirado!