A lua tem mistérios só dela

Tal qual toda dama que se preze

Por vezes se esconde

Por vezes se mostra.

 

Surge timidamente, minguante

E cresce, e enche e faz – se nova

Branca, azul, negra

E vermelha.

 

Pode mil cores assumir

Ou de repente, em um eclipse, sumir

A qualquer hora do dia, ela pode aparecer

E a qualquer hora da noite desaparecer…

 

A lua tem mistérios só dela

Tal qual uma senhora elegante

É magnífica

E magnética.

 

Tão longe e tão perto

Porém sempre brilhante

Por vezes, super

Por vezes, mini…

 

Bela

E única

Todavia, ao mesmo tempo

Muitas.

 

E sangra.

Sangra como o coração de toda a mulher

Escarlate

Grená.

 

A lua é uma mulher

De alma encarnada

Uma mulher que grita e chora

Sangue.

 

Mas, oh que dizem

Que ela é folclore

Que nem sequer é uma estrela

E que não passa de ilusão.

 

Mas, eis que dizem que ela é poesia

Que é profecia

Que é loucura

Que é amor.

 

A lua é uma musa,

É pura música

É a sereia celestial

Cuidado: você vai se apaixonar…