A data surgiu por iniciativa do Partido Socialista da América e segundo declarações de estudiosos o estabelecimento do Dia Internacional da Mulher já vinha sendo organizado por socialistas tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, apenas aguardando o momento propício para inaugurar a celebração, que acabou surgindo a partir de um incêndio que passou a figurar como um verdadeiro mito no imaginário coletivo daquele cenário de Primeira Guerra Mundial e Segunda Revolução Industrial. O incêndio ocorreu em 1911, em uma fábrica, acontecimento que levou 125 operárias à morte.

O primeiro Dia Nacional da Mulher já havia sido festejado dois anos antes nos Estados Unidos e marcado por manifestações contra as péssimas condições de trabalho em uma indústria de roupas. No entanto, o incêndio de 1911 foi o que realmente impulsionou a internacionalização da data, que ganhou da ONU um Ano Internacional da Mulher (1975) e das Nações Unidas um dia (8 de março) como data oficial para comemoração anual sob a justificativa de assinalar as conquistas sociais, política e econômicas de todas as mulheres do mundo. Em 2008, a ONU lançou a campanha “As Mulheres Fazem a Notícia” cujo escopo era apontar e motivar a igualdade de gênero nas comunicações sociais.

Uma das idéias mais propagadas no dia 8 de março é o da “super mulher”, utilizando massivamente a imagem da heroína da DC Comics, a Mulher Maravilha, para representar o que todas as mulheres são ou quem deveriam ser.

Incêndio.

Mulher.

Heroísmo.

Ela não era Diana Prince da Ilha de Themyscira, guerreira amazona, integrante da Liga da Justiça, que foi mandada ao mundo dos humanos para propagar a paz, defender a verdade e lutar pela vida das pessoas. Ela era Heley de Abreu Silva Batista, professora mineira, que entrou em luta corporal com o criminoso que tentava atear fogo em crianças, e que após ter salvo mais de 20 crianças do incêndio na creche em que trabalhava, teve quase que 100% de seu corpo queimado, vindo a falecer logo depois.

À Professora Heley de Abreu Silva Batista e suas colegas de trabalho Jéssica Morgana e Geni Oliveira, que deram suas vidas para salvar crianças, como verdadeiras heroínas, a homenagem de DUNA PRESS PERIÓDICO na data de hoje.