A canonização de Frei Galvão  (1739 – 1822), o primeiro santo brasileiro, ocorreu em 2007, mas os ecos de sua presença continuam e continuarão por muito tempo. Imortalizado por seu legado de total entrega a Deus, seja pela oração ou por suas ações, o santo e sua história guardam ainda mistérios que o filme de Malcolm Forest, “Frei Galvão o arquiteto da Luz”,  brilhantemente desvenda. Ordenado jesuíta, frei Antônio de Sant’Ana Galvão teve de abdicar de ser membro da ordem e tornou-se franciscano no final dos setecentos, em decorrência  da perseguição do Marquês de Pombal e subsequente extinção da Companhia de Jesus.

Incansável e obstinado, construiu o Mosteiro da Luz, que fundou e dá nome ao bairro paulistano e hoje abriga o museu de Arte Sacra e o convento das irmãs carmelitas. Construiu também o Convento de Santa Clara, em Sorocaba, além de ter sido mestre dos noviços em Macau.  Uma curiosidade sobre Frei Galvão: dentre seus muitos dons, ele tinha o da telepercepção, justamente com Portugal.  Era tradição à época os sinos badalarem fora dos horários de ofícios quando ocorriam eventos incomuns. Foi o que aconteceu  no  Mosteiro. Frei Galvão já era idoso e anunciou:  “Rebentou em Portugal uma revolução” (talvez a de 1820). Em seguida, relatou detalhes como se estivesse vendo tudo pessoalmente. Algumas semanas depois, chegaram notícias confirmando suas visões.

Seu santuário, na cidade onde nasceu, no interior de São Paulo, ainda conserva muitos de seus objetos e transformou-se em centro cultural e de peregrinação em agradecimento às muitas Graças que os fiéis têm obtido. O museu está preservado e foi palco de muitas cenas do filme, assim como os locais em que esteve. Mesmo sendo o protetor de engenheiros e arquitetos, doentes e seus familiares sempre se lembram das pílulas milagrosas de Frei Galvão, confeccionadas pelas irmãs carmelitas do Mosteiro da Luz.

Toda a trajetória o santo, inclusive a origem de suas famosas pílulas, em detalhes e arte, você pode conferir no filme de Malcolm Forest, que também dirigiu, atuou e compôs a trilha sonora, contando com a participação do coro dos Monges do Mosteiro da Ressurreição de Ponta Grossa, Paraná, na interpretação em Gregoriano.

Desde sua estréia em 2013, na Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, “Frei Galvão, o Arquiteto da Luz” tem obtido o reconhecimento de público e da crítica por sua produção profissional e pesquisa profunda realizada por Forest, que estudou Teatro e Cinema em na Universidade da Califórnia, mas acima de tudo colocou-se de corpo e espírito nesse projeto, a partir de uma promessa, quase um voto, que ele fez a partir do testemunho de um milagre. Em 2014, o filme foi exibido na embaixada do Brasil na França e está vinculado ao projeto “O Cinema vai à Igreja” e “O Cinema vai à Escola”, aprovado pelo Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer.

Premiado e elogiado pelo Papa Francisco, assistir a “Frei Galvão, o Arquiteto da Luz” renova a fé e a esperança, fortalece-nos como cristãos e faz refletir sobre nossa missão neste mundo em que o divino se perde na correria e na falta de direção pessoal. Nesse sentido, o subtítulo “…Arquiteto da Luz” é providencial para nos orientar para a iluminação, da qual Frei Galvão é arauto e autor desse milagre, que é o surgimento da luz interior.

Dia 26 de Março, às 15 horas, o filme será exibido no auditório da Associação Comercial de São Paulo, na rua Boa Vista, n° 51, Centro.

Mais informações disponíveis em:

http://e.allin.institucional.acsp.com.br/preview_htm.php?id_cmp=6546342&idem=1036&iu=8575&atmem=dmFsZXJpYUBhY3NwLmNvbS5icg==#

Título: Frei Galvão, o Arquiteto da Luz
Roteiro e Direção: Malcolm Forest
Duração: 70 min
Idioma: Português
Legenda: Português, Inglês, Espanhol
Áudio: 2.0 e 5.1

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