Nesta semana tomou posse a nova presidência do STF brasileiro. Em seu discurso o novo presidente falou em cultura, em história, citou autores que muito duvido ter lido, etc.

Bradou o voto e a educação como se fossem a base de tudo, porém situação esta que não lhe cabe controle, e em certo ponto opinião.

Disse que o STF é o guarda Supremo da Constituição. No entanto, esquece-se das tantas vezes que ele próprio julgou ao seu prazer, literalmente rasgando as páginas da “constituição”, como soltando presos condenados em segundo grau de jurisdição a regime fechado, com sentença transitada em julgado.

Alegou ainda que são a base da solução dos conflitos e problemas sociais e da dignidade da pessoa humana. Mais um discurso vazio, pois nada fazem para reverter o quadro que se agrava nos últimos 20 anos no país, ou seja, discurso da boca pra fora (até papagaio fala, mas não põe em prática o que repete).

Ousou falar o “presidente” que NÃO ESTAMOS EM CRISE, ESTAMOS EM TRANSFORMAÇÃO, nestas exatas palavras.

Está louco ou mora em outro país? Pensemos. Como pode falar tamanha besteira.

Só por não enxergar um palmo além dos olhos da situação das pessoas e famílias, bem como da economia, demonstra total despreparo, pois não vê a realidade vivida como realmente se encontra, qual seja, um caos total, instituições sem valor e sem crédito.

A justiça melhor não é a que julga todos os processos ou o faz em menor tempo, mas a que atende os valores das leis, respeita a cultura e tradições verdadeiras e, acima de tudo, que traz a paz social no conflito ou na lide, pois de nada adianta ser célere, resolver o processo e piorar a lide existente (aumentar o problema). E para isso o STF já demonstrou que não serve, pois foge de suas atribuições, julga além de sua alçada, legisla se sobrepondo aos poderes constituídos, tais como o legislativo e, dá a última palavra em todos os sentidos, pisoteando até mesmo no executivo e no próprio judiciário de carreira.

O que se vê é um Advogado que nunca foi juiz e se torna presidente da mais alta corte. O caminho foi traçado de forma arquitetada e não está correto. Por isso só, como podemos confiar e querer que realmente o país mude os rumos? Complicado, mas cabe a nós lhe mostrar esta crítica de forma ampla, para que pesquise e pense no que colheremos.

Se até agora já fizeram tudo isso e não ajudam o país, a partir de agora dificilmente, após a pior crise econômica, de valores e ética já vivida pela nação, irá mudar.

Se tanto se preocupa com o Brasil, não falou de melhorar a ordem social, cortar benefícios a iniciar pelo próprio STF que tem verbas quase ilimitadas, vales de todas as espécies, desde vale roupa, gasolina, alimentação, plano de saúde, carro e combustível a vontade, etc.

Ademais, em todo discurso, apenas leu, nenhuma palavra sequer intuitiva ou por força de vontade, tudo arquitetado para o politicamente correto. Quando foi “intuitivo” disse que nada nem ninguém vai proibi-lo de legislar. O viés ideológico está presente no discurso do empossado.

Ainda, falou em quebrar as hierarquias mas respeitar os poderes hierárquicos. Totalmente antagônico. Ou seja, pode tudo, vale tudo e provavelmente é isso que veremos, eis que falou enfaticamente que irá legislar, basta ver o discurso na íntegra, enquanto a corte só pode legislar administrativamente quanto a questões administrativas dos tribunais.

Enfatizou que não basta apenas seguir a lei e os tribunais, deve-se legislar, de acordo com o que enxerga, sem fronteiras e sem os padrões de antes, queimando todos os valores, precedentes e evolução gradual do direito no tempo. Cria-se ,ou cresce ainda mais, um poder insuperável e descontrolado, ou ironicamente, mais um aspirante a Deus.

Somos o poder constituinte. então todo poder emana de nós, do povo. Porém, na prática, o poder constituinte de nós não tem mais força, estamos perdendo-o a passos largos. A despeito disso é o voto impresso, aprovado por lei, sancionado e em plena vigência o qual foi a poucos dias proibido pelo TSE, em total discordância com a nova lei. Mais um absurdo insuperável no momento e que põe em cheque a democracia e nossos direitos.

 

Fonte da imagem: https://kikacastro.com.br/2015/03/31/a-justica-que-tarda-e-falha/

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