A Noruega oferece apoio para empresas com idéias de projetos na área ambiental. A pesquisa e a inovação nas empresas são aspectos importantes para o desenvolvimento especialmente da Bioeconomia, também chamada de Economia Ecológica ou Economia Sustentável (não confundir com Economia Ambiental), que é uma economia inteligente capaz de reunir todos os setores da Economia que utilizam recursos biológicos e conhecimento tecnológico. É, na verdade, a união de Ciências, Tecnologias e Artes (criação, invenção e inovação) para produzir tudo o que é necessário para o ser humano de um modo que seja plenamente favorável ao Meio Ambiente. Quem não segue ainda a linha da Bioeconomia está na contramão da História mundial contemporânea. O mundo hoje é bioeconômico e o planeta agradece. O mercado da Bioeconomia é forte, sua proposta-missão é oferecer soluções inteligentes, responsáveis, conscientes, coerentes, eficazes e concretas para os grandes desafios sociais como a crise econômica, as mudanças climáticas, substituição de recursos fósseis, segurança alimentar e saúde da população. A Bioeconomia é intrinsicamente ligada aos núcleos de pesquisas em Biociências, Tecnologias de Informação, Robótica e Arquitetura com o fim único de transformar conhecimento e criação de novas tecnologias em inovação tanto para a  indústria quanto para a sociedade. Portanto, a Bioeconomia enxerga a solução para o planeta na Educação e na Pesquisa, usadas como ferramentas imperativas para desenvolvimento pessoal e investigação acadêmica a fim de que seja possível empreender um estilo de vida eco-friendly. É preciso ser visionário para compreender a importância do trabalho da Bioeconomia que usa as teorias das Ciências Naturais em consonância com Ética, Estudos Culturais e Estudos Sociais, mantendo um diálogo constante e intenso com Economia Energética e Economia Industrial.

Energias Limpas e Biodiversidade são áreas de pesquisas e de estudos teórico e prático cruciais para o desenvolvimento da Bioeconomia em qualquer país. As pessoas tendem a pensar que Bioeconomia é um campo restrito às atividades rurais, florestais e agrícolas. No entanto, a Bioeconomia é incrivelmente versátil e interdisciplinar envolvendo as mais importantes áreas acadêmicas muito além da Agricultura e Pecuária, como Propriedade Intelectual, Recursos Humanos, Contabilidade, Empreendedorismo, Sociologia, Direito, Arquitetura, Engenharias, Geografia e área conexas, Biotecnologia Industrial e até Saúde.
É a Bioeconomia que permitirá a longevidade da população, a qualidade de vida, o aumento do IDH, a redução do assistencialismo e a dependência do petróleo bem como o uso de outras alternativas tecnológicas de menor impacto ambiental como as Energias Limpas (renováveis), o que naturalmente leva à auto-suficiência. Segundo as estatísticas apresentadas pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico em seu site (Clique aqui para visitar a OECD), a Bioeconomia movimenta no mercado mundial cerca de 2 trilhões de Euros e gera mais de 20 milhões de empregos.

Todos os anos, na Noruega, empreendedores e empresários têm a oportunidade de solicitar fundos para novos projetos de inovação. Em comparação com outras indústrias, a indústria florestal e de treinamento é responsável por um pequeno número de projetos de inovação no Conselho de Pesquisa. Nos últimos dez anos, 22 projetos de inovação na indústria florestal e de trainee receberam financiamento de projetos do Conselho de Pesquisa, e apenas alguns se candidataram a fundos mais de uma vez. Grandes empresas como o Grupo Moelven, Borregaard e Norske Skog até agora têm sido as mais ativas. A Hunton Fiber AS recebeu um projeto duas vezes. O projeto AIRY, iniciado nesse ano de 2018, baseia-se em parte no iWood, que começou em 2013 e foi concluído em 2017.

Para a Noruega produtos de construção de base florestal são essenciais para a Bioeconomia, pois são ambientalmente amigáveis. O país busca incentivar iniciativas nesta área incluindo a tecnologia de aeração em que a madeira que de outra forma seria descartada pode ser transformada em produtos completamente novos, adequados, por exemplo, para o isolamento térmico e a barreira contra o vento em edifícios.

“É importante, no entanto, que as pequenas e médias empresas também se candidatem ao financiamento de projetos de inovação. Esperamos mobilizar mais para ver as possibilidades da Bioeconomia ” – declarou Fridtjof Unander, Diretor de Área do Conselho de Pesquisa para Levantamento de Recursos e Meio Ambiente.

Nunca é tarde demais para buscar financiamento para projetos que começarão em 2019, por isso interessados devem acompanhar particularmente os anúncios na BIONÆR programa aplicável a empresas relacionadas ao setor agrícola. O prazo para inscrição para solicitação de financiamento de projetos este ano é até 10 de outubro. (Leia mais clicando no título: Anúncio de projetos de inovação no setor empresarial ).

A empresa Hunton Fiber AS fabrica e vende soluções de construção ecologicamente corretas e energeticamente eficientes, baseadas em madeira e fibras (de madeira) para a indústria da construção. Essas soluções facilitam para que seus clientes possam atender aos requisitos básicos de construção e, ao mesmo tempo, sejam bons para o ambiente. A Hunton que foi fundada em 1889, tendo a região nórdica como seu mercado primário, atualmente conta com 150 funcionários em quatro países com produção em Gjøvik e em Olsfors, na Suécia, bem como departamentos de vendas na Asker, Malmö e Turku (Finlândia). Através de projeto de inovação AIRY, a Hunton desenvolve novos produtos à base de fibra de madeira e pretende ainda comercializar dois novos painéis de fibras, o que fortalecerá seu perfil como fornecedora de soluções sustentáveis ​​de construção de base biológica, baseadas em matérias-primas amigas do ambiente e amigas do clima das florestas norueguesas. Esse trabalho que ocorre no projeto de inovação AIRY é apoiado pelo Conselho de Pesquisa e faz parte de um grande compromisso para o desenvolvimento de uma Bioeconomia forte na Noruega.

Um ponto a ser destacado é a boa resistência dos produtos ao fogo, uma característica importante dos produtos de construção. No projeto, a Hunton está trabalhando com outras empresas para aumentar a resistência ao fogo em placas de fibra de madeira. Eles também estão trabalhando no desenvolvimento de um novo tipo de aglutinante baseado em subprodutos da serraria. Com esse aglutinante para fibra de madeira, os produtos de construção serão totalmente baseados em florestas, e a criação de valor com base em matérias-primas florestais norueguesas aumentará. Se isso for bem-sucedido, novos produtos com propriedades especiais e perfis ambientais poderão abrir novos mercados para a indústria de madeira norueguesa. Isso é Bioeconomia.

A Noruega se faz fortemente presente em tudo o que se relaciona a Natura e a Biodiversidade. Nesta semana, o Ministro do Clima e Meio Ambiente, Ola Elvestuen, do Partido Liberal, foi convidado para a reunião ministerial ambiental do G7 em Halifax, Canadá, de 19 a 21 de setembro, onde ele assina a Declaração dos Países do G7 para combater o sifonamento (sedimentação) marinho. Três áreas principais estão na agenda dos países do G7 : mudança climática global, status ambiental dos oceanos e fontes de energia limpa. Esta é a primeira vez que a Noruega é convidada para a reunião ministerial ambiental dos países do G7.

– Isso mostra claramente o reconhecimento internacional que a Noruega têm e que nós (noruegueses) assumimos um papel de liderança nos esforços internacionais para lidar com alguns dos desafios ambientais mais prementes que o mundo enfrenta hoje” – Afirmou o Ministro do Clima e Meio Ambiente Ola Elvestuen.

A declaração ressalta também a preocupação dos países do G7 em relação ao problema global do plástico, razão pela qual o G7 fomentará maior eficiência de recursos, redução de plásticos descartáveis ​​desnecessários e melhor design de produtos de plástico para que eles sejam adequados para reutilização e reciclagem. Os países do G7 querem uma melhor infra-estrutura para a coleta e manipulação de resíduos plásticos. Campanhas de atenção, pesquisa, inovação e limpeza de praia também estão incluídas na declaração. Particularmente importante para a Noruega é o manejo e a pesca marinha sustentável, bem como a adaptação climática e as comunidades locais nas áreas costeiras. A Noruega tem forte experiência e expertise para contribuir quando o tema é água (mares e rios). O país assumiu um papel de liderança na luta global contra o lixo marinho e levou o assunto para a Assembléia Ambiental das Nações Unidas nos anos de 2014, 2016 e 2017.

A Noruega tem trabalhado muito para colocar em prática ações de combate ao lixo marinho e pretende apresentar uma nova proposta de deliberação na Assembléia do Meio Ambiente da ONU em 2019. A política ambiental da Noruega e sua atuação nos campos de Educação, Pesquisa, Arquitetura Inteligente, Bioeconomia, Gestão de Madeira, Proteção Florestal e Energias Limpas têm conduzido o país às mais altas posições no ranking dos melhores países para se viver, rendendo-lhe o título de “O País mais Próspero do Mundo”.

A Noruega é, definitivamente, o país que vale a pena o Brasil espelhar-se.

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