Para compreender melhor o apresentado neste artigo, sugiro que leia os cinco artigos das semanas passadas, pois de certa forma este é uma continuação do mesmo assunto, porém cada um individualmente lhe mostrará uma informação também independente dos outros. (links ao final do texto).

Antigamente o sistema financeiro até usava do bom senso, mas bem antigamente, pois em nossa história mundial, na maioria das vezes, as crises precedem uma guerra, com ênfase a I e II Guerras Mundiais.

Hoje a contabilidade econômica está totalmente manipulada e distorcida, como mesmo já ocorreu antigamente e precedeu as guerras citadas entre outros conflitos. Vejamos.

O correto é se você tem, por exemplo, um veículo popular qualquer que vale 10 mil (R$ 10.000,00), você venderá ele por no máximo 10 mil ou perto disto, correto? Ocorre que os bancos e as próprias pessoas e alguns países fazem diferente.

Se o carro vale 10 mil eles colocam na Declaração de IR, ou declaração de bens para fins de financiamento, que o carro e seu valor real é muito maior que o valor de mercado, ou seja, colocam o bem no ativo em valor muito maior do que realmente vale.

Aí você apresenta no banco esse suposto ativo alto, mesmo que o bem valha menos, como no exemplo ao invés de colocar que vale 10 você colocou que o veículo popular valia 1 milhão (R$ 1.000.000,00).

Num caso muito emblemático e também real que ocorreu na Europa, uma determinada construtora comprou um imóvel por 1 mihão de dólares (U$ 1.000.000,00), lançou nos ativos que o bem valia 170 milhões (U$170.000.000,00).

Foi até o banco, mostrou esse suposto bem de 170 milhões de dólares, mas que vale só 1 milhão, e, conseguiu milhões e mais milhões de empréstimo, pois supostamente tinha um ativo muito alto e que daria garantia em caso de não pagamento, o que certamente ocorreria, pois o valor real do bem era falso, porém declarado e documentado contabilmente. O que ocorreu? O banco quebrou e a construtora também. Alguém nesta história ganhou, entendeu?

Os americanos já legalizaram essa contabilidade criativa por meio de uma lei federal, onde todo mundo pode fazer isso. Não precisa mais lançar valor de mercado no seu ativo, possibilitando que dezenas de milhares de casos como esses estejam sendo criados e plantados para colhermos em breve.

Vendo tudo isto dá pra ver o que é esse planeta e o suicídio econômico que estamos plantando conscientemente ou ao menos se omitindo do que realmente deve acontecer para que as economias se mantenham em progresso. Portanto, o que é esse planeta ? Um verdadeiro hospício, pois se lança como ativo o quanto quiser, sem comprovação nem garantia de nada.

Voltando ao primeiro exemplo, seu carro só vai valer 10 mil reais se alguém pagar isso. Pois se você anunciar a 1 milhão ninguém vai pagar. Então quanto vale? 10 mil. Então esse é o valor de mercado e não precisa ser gênio para entender tudo isto. Aí alguns governos dizem que o que vale 10 mil pode ser lançado como ativo de 1 milhão, conceito este sem pé nem cabeça, porém como sempre trazemos, arquitetado para que seja assim e provoque o que estamos a caminho de colher, uma crise tsunami sem precedentes.

Muitos bancos vem fazendo isso, com imóveis e bens podres, ou seja, se tirar do balanço o valor real dos bens podres que alguns bancos possuem em seu balanço, o próprio banco não vale mais nada, já tem mais passivo que ativo, já está falido e não quer falar.

Assim, os bancos, se tirar o passivo do balanço esse já é maior que o ativo. Então não fazem isso e deixa lançar o valor que quiser. Aí o banco supostamente sempre dá lucro nos semestres seguintes e bônus para a diretoria e todo mundo, e empurra-se o problema para frente com a barriga.

Todos têm uma boa parcela de culpa. Desde os que se endividam desenfreadamente, os que fraudam ativos, bens e seus respectivos valores, até os próprios funcionários dos bancos, empresas, construtoras, etc.

E o pior de todos os culpados são os omissos, que sabem o que acontece e as consequências, que podem ajudar a diminuir e, iniciar a mudança deste quadro e nada faz. Ou seja, cada um tem uma parcela de culpa.

O kharma virá. Existe um magnetismo que trará a conta para pagarmos um dia, tanto financeira como espiritual, pois são inegáveis as leis do universo para tudo que fazemos aqui e em outras vidas, ou seja, colhe o que planta, se plantar feijão colhe feijão, não colhe arroz.

Quanto aos omissos ou em cima do muro, o Mestre disse:

  • Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.” [Tiago 4:17].
  • “Tendo, porém, o mesmo espírito da fé, como está escrito: Eu cri; por isso, é que falei. Também nós cremos; por isso, também falamos.” [2 Coríntios 4:13].
  • O capitão dirigiu-se a ele e disse: Como você pode ficar dormindo? Levantese e clame ao seu deus! Talvez ele tenha piedade de nós e não morramos.” [Jonas 1:6].
  • O servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites.” [Lucas 12:47].
  • Pois não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço.” [Romanos 7:19]

Em torno de 80 pessoas no mundo tem mais que quase 4 bilhões de pessoas no mundo, em termos de dinheiro e patrimônio.
Porque 80 pessoas contra 4 bilhões (4.000.000.000) tem tudo isto? Boa parte é por conhecimento das regras deste jogo e desta dimensão. Porém, é mais uma prova de que nosso sistema financeiro e econômico não dá oportunidades para todos. É preciso evoluir e buscar novos meios e melhorias.

Temos muito que aprender sobre o sistema financeiro, por exemplo, pois nos arrebentamos para ser bem-sucedidos neste sistema que está aí, enquanto temos que melhorar tanto neste sistema materialista como em espiritualidade, pois economia, física, matemática, espiritualidade andam juntas e, atentando-se a cada um destes temas é que conseguiremos o melhor resultado.

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Fontes da imagem: https://monticellipessoa.adv.br/a-crise-economica-e-as-empresas-brasileiras-como-crescer-em-tempos-dificeis/