A Noruega tem uma grande tradição de cuidado com as populações indígenas, e seu apoio local à comunidade SAMI reflete-se em todos os aspectos, inclusive na educação, onde aulas de língua SAMI são parte da grade educacional. A participação da Noruega em temas ligados à povos indígenas é sempre constante.

Esse mês, em uma declaração histórica na Cúpula do Clima Global de São Francisco, representantes de governantes e povos indígenas concordaram com os princípios-chave para a cooperação através da Força-Tarefa de Clima e Floresta. A Noruega apóia a rede de 35 estados ricos em florestas no esforço para reduzir o desmatamento. Os estados cooperam com organizações indígenas que representam milhões de povos indígenas do Peru, da Colômbia, do Equador, da Indonésia e do Brasil, e ainda da Nigéria e da Costa do Marfim.

“A cooperação entre os países ricos para preservação das florestas e proteção dos povos indígenas é importante para as florestas tropicais“, comentou o Ministro do Clima e do Meio Ambiente, Ola Elvestuen.

Um exemplo é o grupo indígena Munduruku, do estado de Mato Grosso, no Brasil, cujas atividades são realizadas de uma maneira sustentável, utilizando a floresta tropical de forma consciente, o que lhes permite proteger parte da Amazônia ao mesmo tempo em que vivem contra o desmatamento.

Em princípio, os Governantes se comprometem a respeitar os direitos dos povos indígenas e a reconhecer o fundamental papel que desempenham na preservação das florestas do mundo.

 “Nós reconhecemos o importante papel que as comunidades locais e os povos indígenas têm para a manutenção de florestas e o desenvolvimento de estratégias eficazes para a mudança climática, disse Aristóteles Sandoval, governador do estado de Jalisco, no México.

O momento é histórico também porque une grupos que historicamente viviam em conflito uns com os outros. A ameaça climática reúne autoridades estaduais, povos indígenas, comunidades comerciais e comunitárias para encontrar novas soluções.

A floresta pode contribuir com até um terço da solução para alcançar os objetivos do acordo de Paris, e é muitas vezes referida como a “solução esquecida” para a mudança climática. Os povos indígenas não esperam que as autoridades nacionais negociem, mas encontrem soluções práticas para preservar as florestas tropicais.

Estou satisfeita que os governadores tenham aceitado os princípios da cooperação. A mensagem que enviamos é que faremos mais do que assinar um documento. Os princípios devem chegar às comunidades indígenas”, declarou Francisca Arara, do Instituto de Professores Indígenas do Acre, Brasil .

A iniciativa climática e florestal norueguesa financiou a Força-Tarefa para o Clima e a Floresta com 50 milhões de coroas norueguesas para o período 2016-2020.

O comunicado de imprensa em inglês para a Força-Tarefa para o Clima e a Floresta está aqui.

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