Essa semana os principais veículos de comunicação social da Noruega divulgaram o discurso da secretária de Estado, Ingvild Stub, na Assembléia Geral das Nações Unidas em Nova York, que ocorreu em 26 de setembro de 2018.

Pronunciamento de repercussão internacional e relevância histórica que uma vez mais coloca a Noruega,  precursora em estudos sobre bullying no mundo, em posição de destaque. Desta vez, o tema em foco foi racismo e discriminação. E, na visão norueguesa a forma de combate possível se dá por meio da Educação.

Especificamente em relação ao anti-seminitismo e alguns incidentes ocorridos na Noruega, o governo norueguês emitiu, em 2016, um Plano de Ação contra o anti-semitismo. Desde então, vários ministérios e agências governamentais trabalham juntos na implantação desse plano de ação com ênfase em Prevenção e Educação.

As escolas têm primordial papel, pois segundo Stub, constituem uma arena importante para prevenir o preconceito, e ensinar respeito, compreensão mútua, direitos humanos e democracia. Para este particular fim, recursos didáticos foram desenvolvidos e, atualmente, são testados e usados nas escolas, incluindo material para uma melhor compreensão da cultura e história judaica, bem como a contribuição judaica para a sociedade norueguesa.

Tradicionalmente, os estudantes noruegueses recebem uma educação cristã desde o Jardim de Infância. Tanto a grade educacional como o material didático devem versar sobre valores cristãos, e a inclusão da história judaica nos estudos parece conversar muito bem já que há toda uma literatura judaico-cristã por trás.

Um instrumento significativo na Noruega é o chamado projeto DEMBRA (Preparação Democrática contra o Racismo, anti-semitismo e atitudes anti-democráticas), iniciado e financiado pela Noruega através do Conselho Nórdico. Recursos digitais para professores e gestores escolares estão disponíveis em todas as línguas nórdicas, e fornecem ferramentas concretas para uso no trabalho diário em escolas de ensino fundamental e médio.

Publicações da UNESCO e da OSCE sobre como abordar o anti-semitismo através da educação destaca a Noruega como um exemplo de “Boas Práticas”.

De fato, combater o preconceito e a intolerância, bem como garantir a liberdade de pensamento, consciência, religião ou crença, tem sido essencial para o governo da Noruega, que entende que só a Educação tem esse poder.

Leia o discurso da secretária de Estado, Ingvild Stub, na Assembléia Geral das Nações Unidas em Nova York, em 26 de setembro de 2018 clicando aqui.

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