Oslo, capital da Noruega, receberá o título “Capital Verde da Europa 2019”. A maior cidade norueguesa saiu vitoriosa graças aos seus investimentos em Educação nas áreas de biodiversidade, segurança viária, energias renováveis e saúde. Oslo competiu com Lahti (Finlândia), Tallinn (Estónia), Ghent (Bélgica) e Lisboa (Portugal).

Criado em 2010 pela Comissão Européia, o Prêmio Capital Verde da Europa valoriza e estimula as cidades não só no que concerne à proteção da natura, mas também a ampliar espaços verdes e trabalhar o urbanismo de forma inteligente.

Veja o ranking das cidades premiadas:

2018 – Nijmegen, Holanda

2017 – Essen, Alemanha

2016 – Ljubljana, Eslovênia

2015 – Bristol, Reino Unido

2014 – Copenhague, Dinamarca

2013 – Nantes, França

2012 – Vitoria-Gasteiz, Espanha

2011 – Hamburgo, Alemanha

2010 – Estocolmo, Suécia

O mais interessante da premiação é que não há benefícios em dinheiro e sim em ações, muito mais eficaz e importante para as cidades e suas populações. O título confere basicamente:

  1. Visibilidade e projeção internacional;
  2. Patrocínio para projetos ambientais;
  3. Apoio no desenvolvimento do setor turístico;
  4. Alianças com delegações internacionais em estudos voltados para o meio ambiente;
  5. Financiamento para desenvolvimento de empregos no setor das energias renováveis.

A recompensa oferecida desta maneira permite que as cidades se desenvolvam e promovam empregos. Com ampliação do turismo, há um aumento nos empregos; e com o desenvolvimento de empregos relacionados às energias renováveis, um novo leque profissional é aberto e trabalhadores são acolhidos de modo que o índice de desemprego cai consideravelmente.

O interesse, aparentemente súbito por países mais verdes e a disputa das cidades pelo título, segundo especialistas deve-se ao fato de idéias e ideais comunistas terem se afastado da Europa. Richard Fuchs, pesquisador holandês da Universidade de Wageningen, contou ao jornal The Washington Post a respeito de um projeto de estudo que desenvolve em que a Europa é um continente mais verde hoje do que há 100 anos atrás, e que após a II Guerra Mundial muitos países começaram programas para arborização. Para o estudioso e seus colegas acadêmicos o fim do comunismo tem a ver com o crescimento das florestas na Europa Oriental. Eles verificaram que as florestas voltaram a ser cultivadas e houve um crescimento razoável justamente após o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Muitas fazendas, especialmente na Polônia e na Romênia, voltaram a ser cuidadas e as florestas que cresceram ali seguem preservadas. Estônia, Lituânia e Letônia também começaram a reflorestar suas áreas de campos abandonados. Países da Escandinávia, Reino Unido e Países Baixos igualmente seguiram um padrão de recomposição florestal. Para tudo o que é consumido ou explorado em termos de lenha, por exemplo, é replantado, de modo que as reservas próprias não se esgotam, uma medida que além de inteligente, torna essas nações auto-suficientes.

A Noruega tem um atuação forte nas áreas de meio ambiente e segurança viária. Leia nossas matérias anteriores clicando nos títulos abaixo:

A Noruega e sua excelência ambiental

Plano de Segurança Viária da Noruega

A matéria completa sobre este tema você encontra sob o título Watch: How Europe is greener now than 100 years ago. Clique aqui para ler.

Para saber mais sobre o prêmio basta acessar o site da Comissão Européia – clique aqui.

 

Comments are closed.