No capítulo anterior… Em Varginha com o ET – Parte I

A visão da cidade à distância é bem mais interessante do que a de qualquer nuvem “em forma” de E.T. no céu.

Varginha é uma cidade grande, com indústrias, fábricas e uma população ativa e trabalhadora. O sobe e desce das muitas ladeiras ao longo da cidade nos leva a descobrir paisagens do campo e da cidade que dialogam harmonicamente entre si.

Cidade de muitas praças, algumas dedicadas ao adorável ser verdinho, uma discretamente destaca-se. É uma praça modesta bem no centro comercial. Na praça, uma placa em um monumento singelo traz à memória dos habitantes as origens da comunidade, e mais do que isso sinaliza três valores fortes para a sociedade: fraternidade, cultura e trabalho.

O passado de um povo não pode ser apagado, nem suas raízes tampouco suas tradições, seus costumes. E Varginha faz questão de ressaltar isso. Publicamente. Para quem quiser ler.

O gosto pelo trabalho é passado de geração em geração e o empreendedorismo é uma característica comum aos moradores, que não demonstram realmente querer comentar sobre o caso do E.T. , ou de qualquer outra aparição extraterrestre. Para eles, simplesmente é um caso. Ou um causo. Onde foi que tudo aconteceu? “por aí”, “em uma localidade próxima”, “eu não sei realmente”… É, há coisas mais importantes a serem feitas. Todos estão muito ocupados trabalhando.

De qualquer maneira, o episódio sobrenatural não é rechaçado. Pelo contrário, visionários aproveitam o tema para desenvolver campanhas. O moderno shopping da cidade, que abriga letras enormes que formam EU AMO VARGINHA, espalhou nos canteiros de entorno sinalizações “não pise a grama”. O velho amigo verdinho logicamente não poderia ficar de fora.

O setor turístico claramente desenvolve idéias para que o capítulo histórico (verídico ou não é outro assunto) seja proveitoso para que a cidade atraia turistas. Tudo muito gracioso e discreto.

mural na Rodoviária

Uma coisa é muito verdade. O extraterrestre não é nenhum “Alf”, mas tornou-se um personagem. Parte da cidade. Querido pela criançada e admirado pelos turistas que parecem aguardar uma súbita aparição. Será?

Enquanto “ele” não nos dá o ar da graça, desfrutamos da paisagem em um fim de tarde nesta cidade hospitaleira e de povo operoso. Um lugar que tem muito mais a contar do que histórias sobre disco voadores e greys.

Quiçá, a visita alienígena fosse um convite. “Quem não conhece a “Princesa do Sul” precisa conhecer…

É, Varginha tem mesmo um ar de nobreza. E, claro, um “quê” de especial. Lá natural e sobrenatural vivem em plena fraternidade.

Deve ser a cultura…

  • Fotos por Clari Machado.

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