Cromoterapia é o uso das cores no tratamento de doenças e ao contrário do que muitas pessoas pensam é uma prática natural bastante antiga ainda que até os dias de hoje considerada uma pseudocientífica.

Estima-se que a Cromoterapia já era realizada habitualmente desde o ano 2800 a.C.no Egito Antigo, na Grécia, na Índia e na China. Naquele tempo, pedras e flores eram os objetos mais utilizados para a aplicação do tratamento. Para Hipócrates, o pai da Medicina, a saúde nada mais era do que um estado de desequilíbrio, desarmonia entre corpo, mente e o meio ambiente.

No século XVII Isaac Newton descobriu o mais mágico e famoso fenômeno colorido: o arco-íris; e o cientista Johann Goethe após 40 anos de estudo descobriu que as cores exerciam um estranho efeito no humor, nas emoções e na saúde das pessoas. Ele percebeu, por exemplo, que o azul acalmava, o vermelho agitava, o amarelo provocava risos e o verde revigorava.

A Cromoterapia baseia-se na descoberta de Newton, o arco-íris; ou seja, nas 7 cores básicas: amarelo, laranja, índigo (azul), verde, violeta (lilás), vermelho e magenta (rosa).

Em 1976, a técnica foi reconhecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como terapia complementar cujos resultados se mostram bastante eficazes, inclusive, em hospitais. Em maternidades, nas unidades de terapia intensiva, bebês prematuros obtiveram um desenvolvimento impressionante quando submetidos à luz ultravioleta, por exemplo. Hospitais no mundo inteiro já adotam a Cromoterapia em tratamento de pacientes a fim de acelerar o processo de recuperação.

A Cromoterapia é usada na forma de tratamentos com banho de luz, uso de lâmpadas coloridas, estendendo-se até o lar com o uso de cores em paredes, móveis e até roupas.

Até hoje, não se conseguiu explicar cientificamente, em minúcia, o porquê dessa influência dos matizes em nossas vidas. Comprovadamente, tem-se que pessoas que vivem em países nublados são mais tristes e mais propensas à estados depressivos do que aquelas que vivem em países ensolarados do mesmo modo que pessoas que vivem junto ao verde, à natura, no campo, na selva em efetivo são mais felizes e bem-humoradas do que aqueles que vivem em lugares pouco arborizados como centros urbanos, próximos a complexos industriais e usinas, ou seja, na “selva de pedra”.

E por falar em arco-íris…

O que é mesmo o arco-íris? Realidade ou ilusão?

A imagem de um arco-íris é tão encantadora que leva qualquer um a acreditar que se trata de algo mágico. Ao longo dos séculos, as mais variadas lendas foram criadas a fim de explicar sua existência e função. Casamento de viúva, casamento de espanhol,casamento do sol e da lua, caminho que nos leva à Terra Prometida e até a um incrível pote de ouro.

A primeira pessoa que surgiu tentando explicar cientifica e sistematicamente o arco-íris foi o físico e matemático francês René Descartes, em 1637. Figura chave na Revolução Científica e considerado o “Pai da Matemática Moderna”, Descartes publicou a descrição de boa parte de seus experimentos sobre como se formava o arco-íris. O relato consta em sua conhecida obra Discurso sobre o Método onde ele menciona as cores da luz, raios, ângulo e refração; já apontando para a existência do arco-íris secundário (arco-íris duplo).

O astrônomo e cientista Isaac Newton foi outro estudioso que trouxe o arco-íris e suas cores à tona. Ele foi o primeiro a demonstrar que a luz branca era composta por todas as 7 cores do arco-íris. Ademais, que era possível realizar uma decomposição da luz branca no espectro das cores com um prisma de vidro.

Atualmente, estudos comprovam a existência de arco-íris primário e secundário (duplo) e também de arco-íris triplo, separados pela banda de Alexandre, que é a denominação que se dá ao espaço entre um arco-íris e outro. Arco-íris gêmeos ou geminados e os raros supranumerários e o sol-e-lua encontram-se devidamente catalogados e são objeto de estudo constantes.

Mas, afinal, o que é o arco-íris?

O arco-íris é um fenômeno óptico e também meteorológico que ocorre quando a luz (os raios) do sol brilha sobre as gotas de chuva (de água) por isso, comumente, aparece próximo a cachoeiras e após uma chuva em um dia de sol.

O arco multicolorido sucinta polêmica sobre a quantidade real de cores, e se o branco faria ou não parte da seqüência. Para alguns, cinco cores já que o laranja e o magenta fariam parte de matizes relacionadas a combinação do amarelo com o vermelho. Para outros seis, para outros sete e há quem diga que são oito. Isaac Newton organizou o tema apontando para a quantidade de sete, sete tal qual a quantidade de notas musicais.

O nome arco-íris tem origem na mitologia grega como referência ao arco da deusa Íris. Íris era mensageira e o trajeto que ela realizava deixaria um rastro multicolorido no céu.

Infelizmente, o arco-íris não é um escorregador que nos leva das nuvens a um paraíso terrestre, tampouco de um lugar para outro. E muito menos a um pote de ouro ou baú de tesouros. O arco-íris em si já é o tesouro, uma prova das maravilhas que somente o Criador, o Autor da vida, é capaz de criar.

*Créditos para Imagem – Priscila Moura, Terapia Sinestésica