A dança é uma arte ancestral. Desde os tempos mais primitivos as pessoas dançam com o objetivo de celebrar a vida, a natureza, os animais, a prosperidade e as conquistas. Houve um tempo em que a dança era uma expressão tão relevante que era utilizada como forma de louvar ao Criador. Foi inserida em cultos religiosos e rituais de magia como muito bem registraram algumas pinturas rupestres, sendo amplamente realizada em todo o tipo de acontecimento desde casamentos até funerais, e em todo o tipo de lugar inclusive em campos de batalha.

A dança apresentava um potencial diferenciado de todas as outras formas de arte já que abarcava em si mesma muito além de meros movimentos físicos. Tratava-se de um complexo de artes: era, em parte, o movimento físico, mas também o ritmo e os sons do corpo. As batidas de palmas e pés e as vozes, muitas vezes tentando reproduzir as batidas do coração ou o som da respiração. Ou o som dos animais. Ou das águas. Ou dos ventos. As expressões faciais e os olhares também tinham o seu momento. O corpo falando e emitindo seus sons. A dança era, sob este prisma, música e arte cênica. Além disso, as vestimentas, as tintas e objetos como amuletos e instrumentos elevavam esta arte ao status de expressão artística das mais completas que existiam. Era, ainda, em última análise, uma atividade que congregava toda a família, toda a comunidade; a saber, um elemento de conexão e socialização de seus membros. E, até hoje, parece ser exatamente assim.

A mulher dança desde que o mundo é mundo, inicialmente para acalentar sua prole, cuidar de seus animais, realizar suas atividades diárias. Tudo era dança. Também, as mulheres dançavam para reverenciar deusas, entreter a tribo e, posteriormente, para seduzir os homens.

Foi considerada uma arte perigosa. Tão perigosa quanto a feitiçaria. E, chegou a ser proibida, e em muitas comunidades banida. Nos dias atuais, felizmente, são muitos os estudos nas áreas de psiquiatria, neurologia e psicologia que comprovam que a dança possui uma quase que interminável lista de benefícios especialmente para a saúde da mulher, sendo considerada terapêutica, um santo remédio no combate a TPM, menopausa e muitas doenças psicossomáticas e do quadro compulsivo-depressivo.

Dentre tantos benefícios da dança para a saúde da mulher, listamos 10:

  1. Melhora a saúde mental;
  2. Melhora a saúde emocional;
  3. Aumenta a capacidade sanguínea;
  4. Faz bem ao coração;
  5. Reduz ansiedade e estresse;
  6. Estimula concentração;
  7. Melhora a auto-estima e estimula a feminilidade;
  8. Tonifica músculos;
  9. Melhora flexibilidade e elasticidade;
  10. Aumenta a endorfina no corpo, provocando sensação de felicidade.

E, aí, vamos dançar?

Créditos da imgame: Croatia.eu