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Política

Um príncipe no congresso nacional

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A eleição de d. Luiz Philippe de Orleans e Bragança para a Câmara dos Deputados, por São Paulo, é a mais genuína representação do futuro que nos aguarda e do qual não poderemos fugir para encararmos a verdade da nossa História. Se por um lado, sua eleição foi fruto de um intenso desejo, represado por 130 anos de injustiças e desmandos da república, de doutrinação esquerdista que colocou o Brasil à margem dos processos de desenvolvimento global e nos relegou à condição de republiqueta terceiro-mundista; por outro é símbolo de mudança positiva para o resgate de valores como a família, a honestidade, a Verdade, o amor a Deus e à pátria.

Estava Luiz Phillipe nos Estados Unidos desfrutando a condição de executivo bem-remunerado, recém-casado e com um filho pequeno. Nesses momentos é que podemos refletir sobre o sentido de nossa presença neste mundo e qual o lugar social das nossas ideias. Às vezes elas não cabem nem no país com a melhor qualidade de vida do mundo, não cabem nos palácios nem nas casernas, não cabem nos campos vastos de milho ou na verticalidade dos edifícios de Wall Street. O lugar das ideias de Luiz Philippe era o Brasil, onde nasceu e floresceu um coração de carne que se dispôs a trabalhar para mudar um país atrasado. Tive o prazer de conhecê-lo nos movimentos de rua, em mangas de camisa e andando a pé pela av. Paulista. Também acompanhei suas palestras desde o início de sua volta ao Brasil, quando pela força do argumento e de seu preparo intelectual destruiu todos os esquerdistas que tentaram, em vão, desqualificar suas propostas para enfrentar a corrupção e o atraso. Saíram, um a um, cabisbaixos e chorando como crianças cuja ingenuidade e despreparo foram postos a nu.

Luiz Philippe subiu em caminhão de som, foi vítima de ataques terroristas, ameaçado por lutar pela soberania nacional. Ao chegar à delegacia para registrar boletim de ocorrência, foi perseguido por repórteres e militantes comprados para agredi-lo, como se não fossem ele e os ativistas as vítimas, mas algozes do primeiro ataque islâmico (e que não foi noticiado pela grande mídia). Foi defendido por amigos e militantes que ele conquistou gratuitamente.

Essa é a face institucional do deputado eleito que carrega em seus ombros o apoio de todos os cidadãos honestos e patriotas; todavia, esses fatos são apenas apêndices de uma obra épica que ainda está sendo narrada. O lado iluminado de Luiz Philippe não cabe na prosa. Transcende a retórica. Eleger Luiz Philippe alçou seus eleitores a poetas visionários de um novo Brasil. É uma oportunidade de rever e mudar a nossa História pessoal.

Há algo de profundamente simbólico na volta do primeiro descendente de D. Pedro II ao centro das grandes decisões nacionais. Monarca perseguido injustamente e exilado compulsoriamente junto com toda a sua família, só ao final da Segunda Guerra Mundial os Orleans e Bragança puderam retornar ao Brasil. Desde o plebiscito de 1993, a república é cláusula pétrea e os monarquistas esperam que se reveja essa condição para possibilitar o diálogo sobre os poderes do Estado e do Governo.

Em seu best seller “Por que o Brasil é um país atrasado?”, Luiz Philippe aponta diretrizes claras, mais políticas e técnicas que econômicas,  para seguirmos o rumo do primeiro mundo. O legado que lhe veio de herança ele nos deixa também como exemplo a ser seguido: Estudar mais e melhor, argumentando com serenidade e elegância para expor as lacunas de um pensamento fechado em opiniões de senso comum e fruto de doutrinação.

Outro papel simbólico exercido por Luiz Philippe é entender sua eleição como divisor e revisor da História do Brasil. Por muitos anos os brasileiros aprenderam que a realeza tinha um gosto rebuscado, era fútil, esbanjadora e arrogante, em referência às cortes francesas descritas pelos revolucionários humanistas do século 18.  Essa falsa imagem, na verdade, está mais próxima dos oligarcas que derrubaram a Monarquia em 1889 e que ainda hoje ocupam o poder legislativo em Brasília, descendentes de coronéis republicanos e revoltados com a Abolição da Escravatura – uma bandeira da família Bragança desde o primeiro reinado. Posso assegurar, em contato com todos os príncipes do Brasil atual, que a tradição e o estilo dos nossos imperadores e imperatrizes sempre foi de frugalidade e modéstia no trato e nos costumes, pois eram e são monarcas ligados aos valores cristãos, ao amor ao próximo e a Deus. Luiz Philippe não usou o fundo partidário em sua eleição e vai abrir mão da maioria das cotas às quais todo deputado tem direito – lembrando que muitas das vezes o que é legal pode ser imoral.

Essa imagem de vaidade e soberba, aliás, se desfaz ao primeiro contato com o príncipe, que, aliás, nem é dinástico, não está na linha sucessória, pois seu pai abdicou dos direitos ao trono. Culto, moderno, objetivo, claro em suas palavras e propostas, ele defende com vigor a liberdade na economia – já que o que está em jogo é a livre-arbítrio do próprio cidadão para escolher seu caminho  – e uma postura conservadora nos costumes – uma vez que novamente estão em risco os valores que nos traduzem como nação, família, comunidade.   Não há quem não se sinta compelido a ser elegante e simples diante de sua presença, portanto, servir de inspiração para extrairmos o melhor do que há em nós é também uma prerrogativa do príncipe Luiz Philippe.

Por tudo isso, nosso movimento monarquista está em festa. Sabemos que os liberais também festejam, mas fomos nós que permanecemos na ilegalidade por quase 100 anos; foi a monarquia a maior vítima de todos os governos republicanos em diversas guerras civis e fomos calados por um material didático mentiroso, lideranças manipuladoras e leis abusivas, muitas delas em vigor. Estamos hoje nos centros de decisão do poder e o crescimento exponencial do ideal monarquista tem se manifestado em números e ações por todo o país nos últimos três anos, com a divulgação nas redes sociais. Saímos do armário.

Luiz Philippe, nesse tempo, esteve ao nosso lado, bem como toda a Família Imperial; d. Bertrand, sempre acessível, constantemente se prontifica a atender e falar aos monarquistas nos diversos estados, em palestras e nas ruas; d. Luiz sempre nos recebe carinhosamente em sua casa, abrindo-a aos monarquistas; d. Antonio e sua família no Rio de Janeiro colaboram para a divulgação do ideal da família, por seu exemplo e participação em ações sociais e promocionais. Sua eleição traz ao cenário político novos atores, antes alijados do processo político, como os pais e mães de família, os jovens conservadores, os pequenos e médios empresários e todos os que nadaram contra a corrente do globalismo, do estado paquidérmico assistencialista e do monopólio cultural da esquerda.

No dia 1º de fevereiro d. Luiz Philippe de Orleans e Bragança tomará posse na Câmara dos Deputados. Prestará juramento sem direito a discurso, entretanto, apenas começam seus primeiros quatro anos de mandato. Desejamos a ele todas as bênçãos e inspirações de Deus nessa trajetória em que estaremos juntos para apoiá-lo.

 

 

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Vera Amatti

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades sócio-políticas e econômicas da região.

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