Transtorno de personalidade parece coisa de cinema e, certamente, ouvir a expressão já nos remonta a filmes como “Dia de Fúria”, “Atração Fatal”, “A Mão Que Balança o Berço” e “Louca Obsessão”; no entanto, em se tratando de problemas relacionados à personalidade é a sétima arte que imita a vida real.

Parece muito divertido assistir a personagens como Adrian Monk (Monk) ou Sherlock (Elementary), por exemplo, mas só parece e para quem está de fora. Estudos apontam que para os portadores e aqueles que convivem com eles o transtorno é algo bem próximo de um verdadeiro pesadelo.

No âmbito dos seriados, muitos personagens “queridos” se destacam, até mesmo alguns de certa maneira cruéis ou realmente limítrofes como Dexter Morgan (Dexter), Hannibal Lecter ( Hannibal),  Carrie Mathison (Homeland), Tara Gregson (United States of Tara), Erin Silver (90210) e Randall Pearson (This is us), por exemplo. Em outros casos, a mensagem é passada por meio de personagens que apesar de não portarem nenhum transtorno vivem assombrados e literalmente “transtornados” pela possibilidade de uma suposta “herança” esquizofrênica como é o caso do Detetive Robert Al Gore (Law and Order, mãe esquizofrênica) e Dr. Spencer Reid (Criminal Minds, mãe esquizofrênica).

A saúde mental é um tema delicado e que vem sendo abordado pela indústria cinematográfica e televisiva de todas as maneiras possíveis. Dentre os distúrbios mais abordados está o rol relacionado à personalidade. Cumpre destacar que transtorno de personalidade é um transtorno psicopático, mas não um transtorno psicótico. Talvez os casos mais conhecidos de transtorno de personalidade sejam o paranóico, o ansioso e o narcisista.

Pesquisadores salientam que quem apresenta o transtorno de personalidade é todo aquele que apresenta uma instabilidade mental sem perda das funções intelectuais, já que eles não apresentam deficiência na inteligência e sim em questões relacionadas à afetividade.

A linguagem popular, muitas vezes entra em cena resumindo os transtornos de personalidade em vários termos mais simples a depender do caso, tais como “temperamento horrível”, “gênio ruim”, “excêntrico”, “mau-caráter”, “caprichoso”, “esquentadinho”, “de mau com a vida”, “cismado” , “exibido” ; entre outros. Contudo, a questão não é tão simples quanto parece.

Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, em sua quinta Edição (DSM-5) listou 10 tipos distintos de transtornos de personalidade, incluindo alguns tipos como o anti-social, borderline,obsessivo-compulsivo e esquizotípico.

Importante observar que alguns transtornos podem estar associados a síndromes e complexos, e o comportamento piora muito. No caso, por exemplo, da Síndrome de Tourette que é uma síndrome que afeta o sistema nervoso, o portador tende a falar palavrões desenfreadamente e, muitas vezes, sem motivo aparente ou totalmente fora de contexto. Ele é taxado de “boca-suja”, “sem educação”, “baixo-nível” e até “surtado”; entretanto, o que ele menos precisa é de apelidos. Ele necessita urgentemente é de tratamento. É imperativo que as pessoas desde pequenas sejam habituadas a consultar-se com neurologistas, psiquiatras e psicólogos; isso evitaria muito sofrimento e, certamente, muitos incidentes (ou acidentes) violentos.

O DSM-5 divide os dez tipos de transtornos de personalidade em três grupos (A, B, e C), com base em características semelhantes. A classificação não é unânime, há tanto nas áreas de Psiquiatria quanto Medicina Legal e Criminologia outras classificações (que são mais ou menos similares, com alguns pormenores a menos ou a mais).

A classificação apresentada aqui tem por base o DSM-5.

grupo A é caracterizado por parecer estranho, peculiar ou excêntrico.

Paranóide (geralmente considerado paranóico ou fanático): suas principais características são as habituais desconfiança e suspeita. O portador deste transtorno tem um caráter desconfiado com tendência a distorcer os fatos, interpretar as ações dos outros como hostis e recusar-se a perdoar insultos. É facilmente dominado por idéias filosóficas, religiosas ou políticas. Está sempre suspeitando das pessoas, especialmente do cônjuge (geralmente temas ligados à fidelidade). É obstinado por seus próprios direitos e apresenta um sentimento combativo. Quando no poder tende ao extremismo.  (CID – 10, p 351).

Esquizóide (geralmente considerado “solitário”): desinteresse por outras pessoas. O portador deste transtorno tem personalidade introspectiva e é retraído em praticamente todos os aspectos desde o social ao afetivo. Prefere viver em seu universo de fantasia, sendo incapaz de expressar seus sentimentos. Suas atividades são sempre solitárias, e seu ânimo é caracterizado por um constante pessimismo e um estado depressivo. Muitos cometem suicídio. (CID – 10, pág. 352)

Esquizotípico: é o excêntrico tanto em suas idéias quanto em seus comportamentos. O portador apresenta frieza, incapacidade de divertir-se e tende a não se misturar a grupos ou se entrosar com muitas pessoas, pois não se sente bem em contato direto com o público. Apresenta idéias particulares bizarras ou delirantes com ilusões intensas e às vezes obsessivas. (CID 10 – pág. 320).

O grupo B é caracterizado por parecer dramático, teatral ou imprevisível.

Anti-social (sociopata): o portador é socialmente irresponsável, falso, mentiroso, manipulador e age com profundo desrespeito pelo próximo. A sua falta de empatia faz com que despreze as pessoas e todas as normas sociais, por isso seu comportamento tende a oscilar de acordo com seus interesses. Ele é capaz de não apresentar agressividade ou violência por ser extremamente racional e usar todos os acontecimentos a seu favor, inclusive culpando outras pessoas por algo que ele mesmo fez. É muito agradável, calmo, aparentemente solidário e calculadamente generoso. Tudo o que faz é premeditado, e em casos inesperados é inteligente o suficiente para manter o controle e reverter a situação. É amoral, perverso, não sente vergonha tampouco piedade.  É desumano e age de acordo com suas vontades e paixões. Sente prazer em praticar o mal desde muito jovem. Ninguém desconfia dele. É considerado ótima pessoa. (CID – 10, pág 352).

Bordeline (impulsivo): não consegue estar sozinho, precisa de atenção e companhia o tempo todo. Sua intolerância em estar sozinho promove uma desregulação emocional. É caprichoso, cheio de vontades, imprevisível, emocionalmente instável, tem acessos de cólera e um comportamento briguento. O portador não consegue deixar de entrar em conflito com os outros, pois sempre encontra uma maneira de causar tumulto, particularmente quando é contrariado ou censurado. Apresenta crises de irritação e depressão. Pode chegar a adotar um comportamento auto-destrutivo. (CID – 10, pág 353).

Histriônico (egocêntrico): busca atenção por desejar ser sempre o centro das atenções. O portador apresenta um comportamento teatral, de emoções exageradas e tendências egocêntricas. Geralmente é dramático, auto-complacente e se sente facilmente ferido. Tende a disputas e seu estado de ânimo pode oscilar entre a tranqüilidade e a fúria desproporcional a depender do nível de atenção recebida.  (CID – 10, pág 353).

Narcisista: auto-estima desregulada e frágil apesar da grandiosidade que faz questão de aparentar. O portador apresenta um comportamento inadequado com fortes tendências a ser sedutor, utilizando-se de sua aparência física para chamar a atenção. É na verdade muito carente de afeto e sofre de complexo de inferioridade e baixa auto-estima, por isso, necessita tanto de valorização e de se sentir mais do que realmente é. Geralmente torna-se mentiroso e fanfarrão.  (DSM – IV, pág 620).

grupo C é caracterizado por ansiedade extrema, carência excessiva ou obstinação cega.  

Esquivo (ansioso): o portador está sempre tenso, apreensivo e inseguro. Não suporta aguardar o desenrolar natural das situações e antecipa-se em todas as suas decisões, o que normalmente causa-lhe mais problemas. Apresenta dificuldades em relacionar-se por seu ritmo acelerado. A afobação desproporcional irrita e afasta as pessoas. Esse afastamento deixa o portador ainda pior, pois ele não compreende que suas atitudes causam aborrecimentos, nervosismos e estresse. O transtorno faz com que o portador deixe-se levar por emoções, pensamentos, notícias, situações e informações, sendo assim altamente sugestionável e entrando em pânico muitas vezes sem um motivo real. Pode não apresentar vontade própria e esquivar-se de situações que saiam de sua rotina. É geralmente conduzido pelo medo. É muito comum que o portador ele mesmo acabe por esquivar-se do contato com as pessoas por achar-se desagradável ou inadequado. Em casos mais severos há sintomas de agorafobia.  (CID – 10, pág. 353). * Há classificações que separam: transtorno de personalidade esquiva, transtorno de ansiedade e transtorno depressivo. Nestas, o transtorno de ansiedade e depressivo são apontados como possíveis causas para a personalidade esquiva. Em outras, classificações é possível verificar que o transtorno depressivo abriga o de ansiedade, isto é, o transtorno de ansiedade seria uma das manifestações do transtorno depressivo. Leia sobre Transtorno de Depressivo Maior, Transtorno Depressivo Permanente e Transtorno de Ansiedade Generalizada.

Astênico (dependente): sempre submisso, sem energia e incapaz de tomar decisões. Se enxerga como pouco importante, incapaz, incompetente e fraco, sempre crendo que não consegue, não sabe ou não pode. Transfere suas responsabilidade a outros por seu permanente estado de fadiga e complexo de inferioridade. (CID – 10, pág. 354).

Anancástico (obsessivo-compulsivo, também conhecido como perfeccionista): o portador é muito obstinado, detalhista, teimoso  e, geralmente, apresenta rigidez mental. É inseguro, receia errar e teme sair de sua rotina. Seu maior pânico é perder o controle razão pela qual apresenta prudência excessiva, preocupação exagerada com pormenores e escrupulosidade incomum. Não constitui o TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), mas este transtorno pode acompanhar pensamentos repetitivos. (CID – 10, pág 353).

Registre-se que há outras classificações similares, e algumas delas não utilizam o termo “transtorno” e sim “síndrome”. Outrora, muitos destes transtornos encontravam-se incluídos junto aos estudos de esquizofrenia ou das chamadas “demências precoces”. Em geral, como é possível verificar na literatura médico-legal, as nomenclaturas podem possuir pequenas diferenças, e também as descrições, de acordo com o estudioso que as cataloga; no entanto, as descrições se mantêm, resumidamente, bastante próximas do supramencionado.

O tratamento para transtornos de personalidade é a terapia ou psicoterapia. Somente em casos mais graves é que medicamentos são recomendados.

O estudo das personalidades é vital para o ramo das Ciências Criminológicas.

Saiba mais em:

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Crédito da imagem: Fatos desconhecidos

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