Meu contato com o autor

Meu primeiro contato com C.S Lewis foi em 2006, através de um catálogo de uma livraria, no momento até me questionei sobre ser de fato suas obras estarem relacionados a conteúdos cristãos. Até então desconhecia praticamente tudo sobre o autor, e sua obra, neste mesmo período loquei um DVD, sobre sua obra “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”de péssima qualidade em uma locadora secular.

Não demorou para o filme de baixa qualidade, ser substituído e fazer sucesso em uma mega produção. O fantástico talento de C.S. Lewis seria descoberto pelo mundo, então nascia em mim, uma curiosidade enorme, sobre tudo relacionado ao autor, que acarretou uma paixão por sua escrita, e uma admiração por sua historia e talento, á partir deste momento, me tornei uma ‘fã de carteirinha”.

Considero C. S. Lewis o maior e melhor influenciador da fé cristã, não somente por seu talento literário mas principalmente por sua trajetória de vida, ele defendeu teses humanistas, enquanto ateu, mas soube retornar e admitir que estava errado, especialmente no meio acadêmico, que acredito ter sofrido grande perseguição ao testemunhar a sua conversão de fé.

Sobre o autor  

Clive Staples Lewis conhecido como C. S. Lewis, nasceu em Belfast, na Irlanda (atual Irlanda do Norte), no dia 29 de novembro de 1898.

C. S. Lewis é um dos pensadores cristãos mais admirados do século XX. O autor de As crônicas de Nárnia, obra literária com claro fundo cristão, foi também um grande divulgador da fé cristã, como apologista e pregador, escrevendo obras memoráveis como Cristianismo puro e simples, Cartas de um diabo a seu aprendiz e O peso da glória. E, curiosamente, o pensamento desse anglicano que viveu entre 1898 e 1963 encontra ampla aceitação entre cristãos de diversas instituições denominações, mesmo entre os grupos mais fechados ao ecumenismo.

Também foi um escritor, professor e crítico literário britânico. Ficou conhecido por seu trabalho sobre literatura medieval, por suas palestras e escritos cristãos, como também pela série de sete livros de ficção e fantasia intitulada “As Crônicas de Nárnia”.

Lewis perdeu sua mãe ainda muito novo, o que foi uma espécie de estopim para gerar nele questionamentos que, mais tarde, guiariam sua obra e sua trajetória espiritual e intelectual.
Durante a primeira Guerra, conheceu o soldado Paddy Moore, de quem se tornou grande amigo e com quem fez um pacto em que se um deles morresse durante o conflito, o outro ficaria responsável pela família do morto. Moore morreu em 1918 e Lewis cumpriu o juramento. No final da Guerra, procurou a mãe e a irmã de Moore e com elas travou grande amizade e se dedicou por longos anos.

Do ateísmo ao cristianismo

Com 15 anos, Clive se tornou ateu e despertou o interesse pelo ocultismo. Ainda na adolescência, C. S. Lewis já se interessava pela mitologia nórdica e grega e pelo latim e o hebraico. Em 1916, com 18 anos, foi admitido na University College de Oxford, mas seus estudos foram interrompidos quando foi convocado para servir na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Terminada a Guerra, Clive retornou para a universidade, onde passou por todas as etapas para se graduar em Línguas e Literaturas Clássicas.

Clive Staples Lewis foi, por grande parte da vida, assumidamente um ateu com tendências freudianas, principalmente após sua participação na I Guerra Mundial. Seu desagrado com a religião fez com que ele tentasse se afastar de tudo que era relacionado a algum deus.

Ateu até os 31 anos de idade, Lewis abraçou a fé cristã em 1931, sob a influência de um grande amigo seu, J. R. R. Tolkien, o autor de O Senhor dos Anéis.

Sua amizade com J.R.R. Tolkien, foi de vital importância nesse processo de transição de um ateu convicto para um teísta e, daí, finalmente, para tornar-se cristão. Caso C.S. Lewis, o autor de Cristianismo Puro e Simples, não tivesse conhecido J.R.R. Tolkien, autor de obras como O Senhor dos Anéis e O Hobbit, talvez não tivéssemos aquele que foi um dos maiores marcos da literatura fantástica e da teologia cristã do último século.
Outro católico que influenciou a conversão de Lewis, através de seus escritos, foi G. K. Chesterton, autor de Ortodoxia e O Homem Eterno.

Fonte site Pensador

Sua obra mais famosa

Sua conversão fez com que sua produção literária, que já era bastante extensa, se tornasse ainda maior, o que o levou a ter uma grande relevância e permitiu que seus livros cruzassem o oceano, chegando aos Estados Unidos da América.

Suas obras são lidas entre Católicos Romanos, Ortodoxos, Presbiterianos, Anglicanos, Luteranos, Metodistas e diversas outras denominações cristãs.

No Reino de Nárnia o escritor usou elementos da mitologia grega e nórdica, como também os tradicionais contos de fadas, em que os animais falam, a magia é frequente e ocorrem batalhas entre o bem e o mal, onde o leão Aslan ajuda a derrotar a feiticeira e trazer a paz de volta à Nárnia. A obra foi traduzida em mais de 41 idiomas e adaptada para a televisão e o cinema. Em 2005 o primeiro livro da série foi transformado em uma grande produção da Walt Disney Studios.

C. S. Lewis faleceu em Oxford, Inglaterra, no dia 22 de novembro de 1963.

Fonte:

A vida de C. S. Lewis: Do ateísmo às terras de Nárnia.
Alister McGrath. 424 páginas. Mundo Cristão. 2013 .

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