Estava eu aqui escrevendo minha crônica sobre os meninos do Flamengo, ouvindo o programa da Band News da manhã pelo Facebook (gravado) rindo das graças do Presidente José Simão, quando chega a notícia de que Ricardo Eugênio Boechat, um dos Jornalistas que mais admiro no país, faleceu, acidentado pela queda do helicóptero que viajava, no quilômetro 7 do rodoanel, próximo da Via Anhanguera.

Apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM, ele também trabalhou nos jornais “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de S. Paulo” e “Jornal do Brasil” e foi comentarista no Bom Dia Brasil, da TV Globo. Ganhador três vezes o Prêmio Esso, um dos principais do jornalismo brasileiro. Boechat é o recordista de vitórias no Prêmio Comunique-se – e o único a ganhar em três categorias diferentes (Âncora de Rádio, Colunista de Notícia e Âncora de TV). Em pesquisa do site Jornalistas & Cia em 2014, que listou cem profissionais do setor, Boechat foi eleito o jornalista mais admirado.

Coube a José Luiz Datena, anunciar a morte do colega às 13h51 durante programação da emissora.

“Com profundo pesar, desses quase 50 anos de jornalismo, cabe a mim informar a vocês que o jornalista, amigo, pai de família, companheiro, que na última quarta, que eu vim aqui apresentar o jornal, me deu um beijo no rosto, fingido que ia cochichar alguma coisa, e, no fim, brincalhão como ele era, falou: “É, bocão, eu só queria te dar um beijo”. Queria informar aos senhores que o maior âncora da televisão brasileira, o Ricardo Boechat, morreu hoje num acidente de helicóptero, no Rodoanel, aqui em São Paulo. Ele foi a Campinas fazer uma palestra e o helicóptero que ele estava não chegou ao seu destino, que era o heliporto da Band. Ele caiu no Rodoanel e bateu num caminhão e as pessoas, segundo informações iniciais, teriam morrido na hora”.

No acidente, tanto o Jornalista quanto o piloto morreram.

Hoje o Jornalismo do Brasil sofre uma imensa perda, falo pessoalmente como um fã que diariamente ouvia seus vinte minutos que eram um retrato do que ocorria na vida cotidiana política do país no seu programa iniciado sempre por volta das sete e trinta e dois, trinta três como sempre dizia por culpa do Barão e ia até as “nove e qualquer coisa” como ele sempre dizia.

Observamos uma sequência de tragédias ocorridas no Brasil e coube a mim registrar duas, a minha anterior de hoje sobre os meninos do Flamengo e agora sobre a morte desse gigante do Jornalismo.

Bom, não sei se posso dizer Deus te guarde, Boechat sempre se disse ateu, mas, nessa hora dane-se se era ou não ateu, pois, era um grande filho da terra e de Deus. Que Ele lhe guarde e lhe receba. (com certeza, será uma graça essa entrevista hahaha).

Amanhã será difícil ouvir a Band FM de manhã, não sei como será o comentário do Rodrigo Orengo, não sei se a Carla estará tão BIGATA, se o Barão estará tão nobre, se o presidente José Simão terá um novo predestinado ou se o Milton Neves vai ter mais com quem implicar, mas, o jornalismo terá de continuar. Ficará a ausência do “Careca” mais charmoso do jornalismo Brasileiro.

Rio 11 de fevereiro de 2019

Luiz Gustavo Chrispino – Pseudo Jornalista perto desse monstro do jornalismo nacional.

PS: Imagem retirada do Site da Band

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