Muitos conceitos literários trazem o politicamente correto como autoritário e tirânico, pois utiliza de todas as formas para ludibriar a mentalidade coletiva.

O politicamente correto é visível na maioria esmagadora da classe política, que vive de falsas promessas, falsas obras, que ajudará e fará muito mais quando eleito, e, somente após quatro anos volta para pedir novamente as mesmas coisas e prometer mais ainda além da última vez.

É fato que o politicamente correto assola o mundo de forma devastadora, pois o próprio Messias/Mestre disse que temos que ser verdadeiros, íntegros de espírito, intuitivos, eis que a postura “corretinha” não é a nossa verdadeira face.

Colhemos o que plantamos.

O politicamente correto se assemelha em grande escala ao falso e, muitos como Luiz Pondé, definem esta forma de agir como fascista, pois utiliza de todos os meios, como dito, para persuadir e tirar proveito próprio, para si e seu ego, e, os outros são somente massa de manobra.

Isto está enraizado não somente no âmbito político, mas também na mentalidade coletiva das empresas, igrejas, entidades, organizações e demais.

Politicamente correto é visível e vergonhosamente omisso e falso, portanto.

Hoje o pensamento politicamente correto tenta privilegiar grupos que se colocam como vítimas dos demais que se recusam a concordar com pensamentos, ideias e comportamento de tais pessoas ou defendidos por elas. Os que não estão ao lado delas podem ser vilipendiados, ofendidos e até agredidos, muitas vezes, com a leniência das instituições públicas que deveriam fazer valer a ordem social. Grupos que adquiriram um “salvo conduto tácito” de algumas instituições públicas para fazerem o que quiserem sem serem incomodados. Pessoas que se colocam como vítimas da sociedade de tal maneira que são elevadas a condições de pessoas boas, mas não bem aceitas pela sociedade tida como má.

Preconceito não se combate com preconceito. Não há forma mais preconceituosa de se lidar com ele do que desprezar todos os preconceitos em prol de um só. O preconceito mais cruel na sociedade brasileira é o que alija o pobre do acesso a muitos dos seus direitos. A despeito dos esforços que tem sido feito pelos governos, pobre ainda não tem acesso adequado a saúde, a educação, a emprego, a dignidade, a voz e a tantas outras coisas. Por que não há uma mobilização social forte para combater o preconceito contra a pobreza, contra a miséria e a tudo o que ela traz? A resposta é simples: pobre não tem influência na mídia e nem em instituições públicas. Um governante quando faz um programa social para ajudar o pobre, é zombado, escarnecido e chamado de politiqueiro.

Por outro lado, na democracia, diferenças de pensamento não legitimam confrontos violentos e nem crimes. Ações afirmativas não são excludentes de ilicitude ou de punibilidade para quem comete crime com o pretexto de combater o preconceito. Não deve existir julgamento de exceção para ações afirmativas, pois é esse tipo de filosofia que encorajam terroristas a cometerem atrocidades em outros países. A história mostra grandes nomes que souberam combater o preconceito sem cometerem crimes, como Martin Luther King, Nelson Mandela, Mahatma Gandhi e, mais do que todos estes e outros não citados, Jesus Cristo. Na dialética das ideias é que se formam os pensamentos e se elaboram as leis.

Basicamente é você não conseguir manifestar o que pensa porque falar outra coisa é bonitinho. Sabe um tipo de reunião de família que todo mundo está de paletó, arrumadinho, e por trás disso escondem uma série de sofrimentos? Essa necessidade de todo mundo ser feliz é barulhenta e ruidosa. Essa coisa da felicidade barulhenta como forma única de experiência é brega porque, na realidade, isso acaba deixando as pessoas meio bobas. Buscam a felicidade como se fosse uma compra na loja de R$ 1,99. Como se ela fosse de plástico. É uma coisa não verdadeira, não intuitiva.

Definitivamente, em nome do politicamente correto a omissão tem se instalado no coração dos cristãos que se acovardam, não têm coragem de chamarem de mal o verdadeiro mal, de denunciarem o pecado seja de quem e onde for.

Créditos de imagem: Unsplash. Fotografia de Kristina Flour.

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