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EconomiaOpinião

As cortinas de fumaça da república – A previdência hoje

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Todos, hoje, só falam do mesmo tema, a tal previdência.

O Brasil e seu povo só falam daquilo que está em “pauta” pela mídia, congresso nacional, redes, etc.

Tudo cortina de fumaça, para dispersar, nos tirar o foco para o que realmente precisa ser feito, que é desenvolvimento, bem estar de todos, geração de emprego, valores, educação, entre outras dezenas de pontos mais importantes.

Todas estas discussões desnecessárias nos fazem, propositalmente, esquecer-se do que realmente importa, e de que todos precisam ajudar o país a sair dessa lama, em todas as áreas.

As discussões de hoje não trazem crescimento, não trazem trabalho, ou seja, não produzem nada. De nada adianta pensar em previdência, CPI’s, decisões judiciais, pois estamos vivendo uma “democracia” do judiciário, se não temos geração de indústrias, criação de empresas, novos negócios, se não temos foco no desenvolvimento de tecnologias, renda, emprego, melhora na educação.

Ademais, o básico está sendo esquecido, pois previdência boa é aquela que cada um planeja, recebe um salário digno e faz sua própria previdência, seja com investimentos, imóveis, bens que gerem ativos, criação de produtos, renda, etc.

O foco de 100% é previdência, não se fala em criar empregos, indústrias, ajudar as famílias a se sustentarem, como se o Brasil não fosse outra coisa.

Isto tudo é engenharia do consentimento, tira o foco de tudo o mais que também é importante. Falamos somente do que os poderes querem. O país não tem plano B para qualquer área. Mais uma vez, como se repete há pelo menos 50 anos, toda a população foi levada, como gado, a pensar somente em previdência.

Enquanto isso o tempo passa, aí depois vai para votação, que não deu certo, que não teve acordo, e aí se posterga para 2020 uma decisão definitiva, uma afronta a qualquer pessoa que realmente entendeu que isso vem acontecendo dia após outro. Não há desenvolvimento, mas apenas o cabresto até mesmo, como fica provado com este tema, em relação ao que pensamos, discutimos e “achamos” que será bom para nosso futuro.

Para elucidar brevemente sobre o tema, trago a seguinte situação simulada.

Atualmente, o funcionário paga previdência, em torno de 8% até 11% de seu salário. A empresa também mensalmente tem uma contrapartida de aproximadamente 20% do valor do salário do funcionário.

Dito isto, ao final de 35 ou 40 de contribuição no valor de em torno de R$ 300,00, o funcionário terá uma aposentadoria em torno de R$ 1.000,00 (um mil reais).

Se guardasse este dinheiro por todo este período de 35 ou 40 anos, em uma taxa de juros de poupança de 6% (seis por cento), teria ao final um montante aproximado de um milhão de reais, de modo que poderia diversificar os investimentos, proporcionando ainda mais dinheiro guardado.

Ou seja, estaria muito melhor financeiramente, com um bom valor guardado para as diversas situações e, ainda ganharia juros mensais sobre o capital de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), em torno de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) mensais. Fácil entender qual opção é mais vantajosa, correto?

Outrossim, o valor dado ao INSS por todo este tempo “será retornado” ao contribuinte em parcelas e o valor total de “caixa” supostamente criado não está à disposição, ou seja, é uma forma de confiscar a sua poupança da previdência social. De outro norte, na segunda opção, mais viável, onde o valor é acumulado em aplicações próprias e de livre escolha do indivíduo, o valor total da poupança ou investimentos estará sempre disponível, seja para recebimentos mensais ou retirada total do valor ou grandes investimentos.

O congresso nacional inteiro já não produz nada em muitos anos. Somente vemos discussões, CPI’s, previdência, acordos, não teve acordo, volta, discute de novo, criam-se adendos a todas as propostas, e lá se passam um ou dois anos e, nada se faz para melhorar a vida das pessoas, seja saúde, educação, emprego e renda.

O foco precisa ser outro, precisamos transpassar as dezenas de cortinas de fumaça que criam intencionalmente para nos deixar como baratas tontas.

De igual forma, o buraco é sempre mais embaixo do que estamos “vendo” na mídia e redes. Insta registrar que cada um de fato precisa fazer sua previdência privada. Porém, não confunda previdência privada com bancos, pois não são sinônimos. Não deve-se confiar plenamente em bancos, em que pese haverem alguns investimentos nestes melhores que a previdência social. Ou seja, é possível fazer o planejamento e realizar a previdência privada por conta própria, por suas escolhas e investimentos, seja desde uma poupança comum, investimentos bancários em títulos ou CDB, CDI, como também em imóveis, bens que gerem renda e ativos, empresas, negócios, produtos novos, inovação, produção, etc.

Estamos sujeitos a este sistema de previdência social que nos tira a liberdade para gerirmos nossa vida. O sistema deveria ser optativo, quem quiser faça parte, quem não, faça seus próprios planos. Logicamente deve haver uma preocupação do Estado para que a população tenha sempre uma forma de renda e não fique nunca desamparada financeiramente, porém hoje o sistema é insustentável e escravocrata, pois obriga a todos a contribuir muito e cada vez mais receber pouco no futuro. Tudo deve estar em constante aperfeiçoamento e evolução, e por isso o tema deve ser muito melhor desenvolvido.

Enfim, a demografia, natalidade e idade da população deve ser levada em conta quando se tratar de previdência social, fato que não estão considerando em um futuro próximo, o que demonstra a característica de pirâmide existente hoje em termos de previdência social. Também, há dezenas de focos mais importantes para todos e que solucionam esta questão financeira do povo que devem ser prioridade. Os tiros estão sendo dados nos alvos errados. Sem olhar fixo para o alvo, perde-se a mira. Então, atira-se para toda parte, sem direção. Se acertar ótimo, é lucro. Não devemos seguir por este caminho.

A reforma na previdência social deve ocorrer, mas não precisamos que todos fiquem submissos a este mesmo sistema. Seria um “mal” necessário, mas devem-se repensar as regras na forma como está estipulada e forçando todos a fazerem parte.

Sem mais delongas, indicamos entender um pouco através dos artigos abaixo indicados e, outros que se fazem necessários para este momento e futuros.

Indicamos também conhecer os contos literários abaixo nomeados, cada um especificamente.

Charles Perrault – os desejos ridículos (trata de nem mesmo saber o que desejar, que é preciso ter sabedoria até para o que desejar).

A lenda africana ou conto africano Manawee (trata da história de um cachorrinho que tem uma missão. Mas ele tem muita dificuldade em cumprir a missão porque no caminho aparecem coisas e ele se distrai. Só no dia em que ele foca totalmente na missão e se determina a cumprir não importa a distração ótima que surja aí ele finalmente consegue cumprir a missão).

Créditos de imagem: Unsplash. Fotografia de Pascal Meier.

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Leonardo Garbossa

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades sócio-políticas e econômicas da região.

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