Dando prosseguimento a série: “50 máquinas que mudaram o rumo da história”. Vamos falar de mais um Tear, que foi o de Roberts, nossa série deu inicio falando sobre o tear de Jacquard, trata-se de mais uma invenção do talentoso Richard Roberts, pois o mesmo também é autor do torno mecânico de Roberts.

Por Roberts sempre demonstrar engenhosidade e preocupação com acuidade e exatidão seus mecanismos não era produzidos individualmente, eram componentes padronizados que poderiam ser fabricados em massa.

Em 1825 também mecanizou a fiação, criando a fiadeira automática, que unindo com Tear mecanizado, revolucionou a produção de tecidos que outrora era artesanal e passou a ser um processo industrial mecanizado, processo esse que reduziu drasticamente o número de empregados na indústria de tecelagem. Por seus teares serem de ferro fundido, eram resistentes e confiáveis e foram adotados pelos donos de fábricas de tecido de Lancashie.

Antes as máquinas eram feitas com armações de madeira, mas depois que Roberts aperfeiçoou, introduzindo uma estrutura sólida de ferro fundido com componentes padronizados, não só reduziu os custos de produção, mas também simplificou a manutenção.

Os produtores tinham o desafio de manter a tensão constante ao longo de todo aparelho para evitar rupturas nos fios de urdume, mas esse problema foi solucionado pois Roberts também desenvolveu um aparelho regulador de tensão.

“Os aperfeiçoamentos que Robets fez no tear constituíram, em sua época, um avanço incontestável” (Richard Marsden, Cotton Weaving: Its, Development, Priniples and Practides (1895)).

Referência Bibliográfica

CHALINA, Eric. 50 Máquinas que mudaram o Rumo da História. Tradução de Fabiano Morais. Rio de Janeiro. Sextante. 2014.