O politicamente correto está demonstrado até mesmo nas escrituras, de como devemos entender algumas situações da vida, para agirmos de forma correta às nossas intuições. Vejamos:

1 – Jesus recomendava que os discípulos andassem armados.

“Então lhes disse: Agora, porém, o que tem bolsa, tome-a, como também o alforge; e o que não tem dinheiro, venda a sua capa e compre espada. Pois vos digo que importa cumprir-se em mim o que está escrito: E ele foi contado com os transgressores; porque o que a mim se refere está sendo cumprido. Disseram eles: Senhor, aqui estão duas espadas. Respondeu-lhes Jesus: Basta.” – Lucas 22: 36-38.

Jesus deixou claro nestas palavras que armar-se para defender-se nada tem de errado, pois do contrário seríamos sempre dominados pelos que tem armas e a intenção ruim de nos dominar e controlar.

Mais do que qualquer interpretação teológica ou filosófica, de acordo com o contexto essas palavras foram literais. Sim, contrariando a lei do desarmamento, Jesus mandou que os discípulos andassem armados. A necessidade era enorme, que Ele recomendou aos discípulos que até abrissem mão de ter mais roupas para ter uma arma.

2 – Pedro andava armado, e Jesus nunca o repreendeu por isso.

“Então Simão Pedro, que tinha espada, desembainhou-a, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. E o nome do servo era Malco. Mas Jesus disse a Pedro: Põe a tua espada na bainha; não beberei eu o cálice que o Pai me deu?” João 18: 10-11

Sim, Jesus repreendeu Pedro quando ele atacou o soldado, mas repreendeu por Pedro estar indo contra a vontade de Deus, que era o sacrifício da cruz. Não foi algo do tipo, “você não pode me defender usando meios violentos”, mas algo como “não é momento de me defender”.

Jesus andou com Pedro durante 3 anos e, certamente, sabia que ele portava uma espada, aliás, como vimos, isso era até uma recomendação de Jesus. O fato de Cristo sempre ter sido complacente com esse porte, mostra que a doutrina Cristã nada tem de desarmamentista. Pelo versículo narrado por João, vemos uma certa familiaridade com o fato de Pedro portar uma espada, “que tinha espada”.

3 – Quando Jesus agrediu os vendilhões do templo.

Fazendo um chicote com algumas cordas, …expulsou a todos do templo, as ovelhas bem como os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai uma casa de negócio – João 2: 15-16

Alguns interpretam que aqui o Mestre foi violento. Porém, talvez o momento, que na visão do mundo, Jesus foi menos Jesus, até algo incompreensível para alguns. Ser enérgico é necessário muitas vezes, tudo para o bem maior, e foi assim que ocorreram os fatos neste versículo.

A justificativa para essa violência foi defender a casa do pai, Jesus usou de “violência” para defender o local em que Deus era adorado. Hoje vemos as igrejas sendo vilipendiadas pelos movimentos gay e feminista, diversas invasões acontecem e os fiéis não fazem nada. Deveriam seguir o exemplo de Jesus e usar o chicote.

4 – Quando Jesus não deu a outra face.

Quando Jesus disse isso, um dos guardas que estava perto bateu-lhe no rosto. “Isso é jeito de responder ao sumo sacerdote? “, perguntou ele. Respondeu Jesus: “Se eu disse algo de mal, denuncie o mal. Mas se falei a verdade, por que me bateu? ” – João 18: 22-23

Nesse caso, Jesus com toda razão retrucou o soldado, algo que não cabe na mente dos que defende o “cristo pacifista”, a verdade é que as palavras de Jesus sempre são tiradas totalmente fora de contexto.

Fica claro, até pela posterior ação dos apóstolos em escapar diversas vezes da morte, que as palavras do sermão da montanha, assim como muitas outras de Jesus, eram comparações figurativas. Algo que ficava claro para seus primeiros ouvintes, mas podendo causar confusão em quem lê o texto 2 mil anos depois, hoje elas podem passar a impressão de que qualquer reação contra o mal é descabida dentro da doutrina cristã, porém, isto não é uma verdade plena.

5 – Jesus era forte nas palavras, quando precisava.

E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? Mateus 3:7

Uma das características mais marcantes de Jesus, era a oposição que ele fazia aos religiosos, em especial aos fariseus. Nos evangelhos vemos diversos confrontos, neles Jesus nunca se poupou de usar uma linguagem agressiva. Com certeza essas palavras mal-educadas, assustariam muitos que acham que Jesus ensinou a não ter nenhuma reação contra o mal.

6 – Jesus permitiu que 2 mil animais fossem mortos.

E implorava a Jesus, com insistência, que não os mandasse sair daquela região. Uma grande manada de porcos estava pastando numa colina próxima. Os demônios imploraram a Jesus: “Manda-nos para os porcos, para que entremos neles”.

Ele lhes deu permissão, e os espíritos imundos saíram e entraram nos porcos. A manada de cerca de dois mil porcos atirou-se precipício abaixo, em direção ao mar, e nele se afogou. – Marcos 5: 10-13

Que Jesus não era vegetariano, não é nenhuma novidade, mas outro detalhe importantíssimo que esquecemos ao tratar da relação de Jesus com os animais, é o episódio da manada de porcos. Para salvar a vida de 1 ser humano, Jesus permitiu que os demônios possuíssem e matassem 2 mil animais. Algo que contraria muito o credo dos veganos, de que uma vida humana vale uma vida animal. Sejam animais, sejam plantas, todos são seres vivos, crias do Criador, portanto, todos vindos da mesma energia e é inevitável que tenhamos que sobreviver e nos alimentar, seja de uma forma ou de outra, de seres vivos criados por Deus.

Obs: Todas as escolhas pessoais que contrariam o que aqui foi escrito são respeitadas pelo grupo Duna Press.

Leia os artigos anteriores sobre o tema:

  • O politicamente correto – Uma visão Cristã – clique aqui.
  • Apanhado histórico e o politicamente correto – clique aqui.

Fonte da imagem: https://www.scoopnest.com/pt/user/ReyBiannchi/963939824162963459-politicamente-correto-e-o-caralho

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