Na sequência do livro: “50 máquinas que mudaram o rumo da História”, vamos falar do da primeira máquina norte-americana, pois apenas foram citados inventores foram franceses e ingleses. Sempre que é falado sobre a Primeira Revolução Industrial o que vem em mente sempre são os inventos e aperfeiçoamento dos ingleses, geralmente não são lembrados dos demais inventos que foram desenvolvidos em outros países.

Havia uma invenção francesa de 1690, que era o motor estacionário foi comercializado por Thomas Newcomen (1664-1729) e aprimorado de forma mais notória por Fames Watt (1736-1819).

O modelo original de Watt passou por diversos aperfeiçoamentos, mas apenas George Coralinas (1817-1888) é considerado seu sucessor, pois patenteou seu próprio motor em 1849.

Corlinss nasceu em Nova York, era filho de um médico da Zona Rural, teve uma boa educação em relação à época que nasceu, mas apesar do seu interesse, não estudou engenharia. Após se formar abriu uma loja de artigos gerais. Ao passar três anos resolveu mudar de profissão e foi colocar em prática seu interesse por engenharia, em 1842, patenteou uma máquina de costura de serviço pesado para sapatos e artigos de couro, em 1845 se mudou para a Providence, em Rhode Island, em busca de um patrocínio para sua máquina de costura. Conseguiu um emprego de projetista e encontrou um projeto de engenharia que era o aperfeiçoamento dos motores a vapor estacionários que estava há seis décadas em desenvolvimento, mas era ineficazes e caros.

Em 1848 Corlinss entrou no negócio de produção de máquinas, aprimorando motores a vapor estacionários, seus motores eram construídos por peças padronizadas, onde reduzia os custos de manutenção em geral e os motores também eram econômicos em relação ao consumo de combustíveis, pois gastavam 30% a menos do que de seus concorrentes. Outrora as fábricas tinham suas instalações perto dos reservatórios de moinhos, canais e rios. Pois dependiam de energia hidráulica, com esse avanço as fábricas não precisavam mais de energia hidráulica.

Em 1876 o motor de Corlinss foi escolhido para fornecer energia a Exposição Universal, realizada na Filadélfia para comemorar o centenário dos Estados Unidos.

O maior motor de Corlinss foi construído no século XIX, tinha 14m de altura, com dois cilindros idênticos de 1,1m cada que impulsionavam um volante de 9,1m de diâmetro para produzirem 1400 cv.

Os motores de Corlinss continuam sendo usados na indústria de destilados no século XXI, devido a sua eficiência.

“(Em 1876) o modelo de Corlinss já era reconhecido como uma das mais significativas de todas as contribuições norte-americanas para o avanço dos motores a vapor” (Henrys’s Attic (2006), F. R. Bryan e S. Evans).

Referência Bibliográfica

CHALINA, Eric. 50 Máquinas que mudaram o Rumo da História. Tradução de Fabiano Morais. Rio de Janeiro. Sextante. 2014.