Em 20 de março celebra-se o International Day of Happiness. Um dia muito mais de reflexão do que de comemoração.

Será que as pessoas estão (ou são) realmente felizes ou tudo não passa de mera ilusão ou arrogância?

Preliminarmente, indispensável é compreender o que é felicidade. Felicidade espiritual, emocional e física. Pelo menos estes três tópicos. E ter em mente que compreender a Felicidade não significa saber ou entender “o que traz felicidade”, até mesmo porque tal noção é absolutamente relativa, até mesmo o conceito de felicidade em si é invariavelmente muito pessoal.

Nos tempos atuais, o conceito de felicidade é vinculado à ostentação e demonstrações de poder e superioridade em uma verdadeira inversão de valores. Uma grande fraude!! Felicidade é um estado de espírito, logo, nada tem de material ou palpável. Tampouco é um status “sou feliz”. É? Quer ser? Ou quer parecer ser?

Fotos sorridente mostrando dotes físicos (e tantas vezes artificiais), família linda e perfeita, estou super na moda, sou popular, moro bem e tenho objetos caros e importados, sou “politicamente correto”, faço caridade ou fotos estou no “paraíso”… Má notícia: isso não prova que você é feliz. Pior. Pode ser traduzido como uma falsidade descarada. E a pessoa ao invés de passar por “felizarda” passa mesmo é por, no mínimo, ridícula.

A pessoa feliz simplesmente é. É porque sente, é porque vive. Ela não está preocupada com o que os outros vão achar e não precisa encontrar nenhum subterfúgio para provar ao mundo que é feliz, pois isso seria prisão, escravidão; e tudo o que a pessoa feliz não é, é ser escrava. Ao contrário, é completamente livre. “Free as a bird”.

A pergunta que não quer calar é: a felicidade pode ser aprendida? Pode ser ensinada? Uma disciplina chamada Felicidade é válida?

Um filósofo que trabalhou bastante a questão da felicidade foi Sêneca (que curiosamente teria dedicado a obra ao seu irmão mais velho…). “A Vida Feliz” (ou “Da Felicidade”) foi escrito em 58 d.C (aproximadamente) e apresenta a noção de que a felicidade pode ser compreendida como “um estado de plenitude do ser humano” e “uma vida digna de ser vivida”. Sêneca tratou o conceito de felicidade e tudo o que ele envolveria à luz do estoicismo (Escola Estoica – a mesma da qual o Apóstolo Paulo era simpático), que, assim como Sêneca, pregava, dentre outras coisas que:

A única vida que vale a pena ser vivida é aquela de retidão moral, o tipo de existência à qual olhamos no final e podemos dizer honestamente que não nos envergonhamos“.

Sêneca assinala que o objetivo do ser humano não deve ser a felicidade, mas sim a virtude, porque é a virtude que leva o indivíduo à felicidade.

Visto por esse ângulo, felicidade é uma consequência; ou seja, se você for virtuoso, íntegro, ético, moral; então, você será feliz. Bem simples.

Ou não…

Aplicando a instrução de Sêneca, o caminho para a felicidade é a Educação Ética e Moral, a educação para as virtudes. Virtude traz estabilidade, constância, temperança e tranquilidade. Virtude não traz vícios, violência, confusão, ansiedade ou medo, por exemplo. Virtude traz paz. E a paz (em seu sentido literal – Shalom) justamente acastela o conceito de felicidade.

O Grupo Duna comprometido com o resgate da Educação Ética e Moral lançou recentemente a obra Cultura e Tradição justamente com o objetivo de trazer à baila essa educação que segundo Sêneca é o caminho para a felicidade.

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Em edição, e para lançamento em breve:

Educação Moral e Cívica para os Tempos da Inteligência Artificial

Nosso livro para o ensino da língua portuguesa contém a mesma linha – Educação Ética e Moral bem como nosso Estudo Orientado em língua portuguesa.

Vivemos tempos de “analfabetismo moral e ético” e esperamos reverter esse quadro. Estamos começando pelo Brasil e ansiamos por que todo o mundo seja contagiado por essa visão.

Feliz dia da felicidade!

Seja virtuoso e seja feliz!

Para saber sobre “analfabetismo moral e ético” leia:

Analfabetismo moral e ético

Crédito da imagem: Pensar Contemporâneo