Foi lançada, no dia 2 de abril, no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, em Brasília, a Frente Parlamentar pela defesa da Homeschooling, presidida pelo deputado federal dr. Jaziel (PR-CE), uma das vice-presidências é do também deputado d. Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP), que sempre foi simpático à causa.Em um auditório lotado por famílias e sobretudo crianças, a  Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos Damares Alves marcou presença e ressaltou que o debate sobre Homeschooling tem mais de 20 anos na casa mas só agora deve ganhar força de lei. “A iniciativa partiu tanto do MEC como da nossa pasta, pois consideramos que para dar força e legitimidade ao ensino domiciliar, a família deve ser protagonista”

O presidente da frente, Dr. Jaziel, falou logo após a ministra e deu depoimento sobre a superioridade acadêmica do homeschooling, uma vez que ele próprio formou-se médico graças ao ensino domiciliar e seu filho também está se formando na faculdade de medicina tendo estudado em casa : “é direito das famílias escolher o modelo de Educação para seus filhos; além disso, muitos alunos têm dificuldades para ir à escola, tanto por questões de saúde como por dificuldades logísticas”.

Nesse sentido, Ana Paula Sampaio, mãe de dois filhos com diagnóstico de autismo grave e praticante do ensino domiciliar, deu um testemunho emocionante: “Não posso afirmar que o ensino em casa seja a solução para todos os alunos especiais, mas meus filhos que sofriam com a locomoção, o barulho em sala, o excesso de pessoas a sua volta, o bulying, hoje estão alfabetizados, jogam capoeira, se destacam e se integram com amigos e família”

Também entusiasta da modalidade, o Deputado federal Lincoln Portela (PRB-MG), destacou que 65 países já possuem Homeschooling e o Brasil deve se alinhar a eles, que possuem educação de excelência. Ele repudiou as críticas que apontam a necessidade de socialização da criança por meio da escola tradicional, bem como os aparelhos e instituições que punem os pais que ensinam filhos em casa, em detrimento de outros que abandonam os filhos. “Quem ensina em casa tem uma postura amorosa e presente, não é bandido nem pedófilo. As famílias têm o direito  primordial à educação integral de seus filhos”, finalizou.

Por fim, o Deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), foi à tribuna para dar a melhor notícia da tarde: o ensino domiciliar, para ter mais celeridade em sua aprovação, deve ser objeto de Medida Provisória, uma vez que as famílias têm urgência em serem acolhidas pela legislação.

Embora o evento tenha sido muito mais político que técnico, foi organizado para acomodar o máximo de simpatizantes e da imprensa, que compareceu em peso devido à popularidade e às polêmicas da pauta. As famílias que respondem processo no STF, cuja boa fé foi questionada com base em uma constituição escravocrata e limitadora dos direitos individuais, agora têm mais que uma bancada, mas uma força-tarefa que implantará o ensino domiciliar não como regra, mas como opção legítima de quem legitimamente cabe o direito e o dever de educar: a família.

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