Educação justa é educação para todos, e todos os esforços devem ser realizados para atender a todos de modo igualitário, seguro e com alta-qualidade. As populações indígena, quilombola, rural, ribeirinha, fronteiriça, insular, costeira, e as comunidades de pescadores e de refugiados não têm obtido acesso a uma boa educação. Sobre isso é preciso um olhar bastante cuidadoso e muito diálogo, especialmente com cada um desses grupos. E são muitos. E o Brasil é enorme. Que desafio!

Desafios são para ser superados e o momento é de ação e de união. Não é possível que se tarde em decidir, é preciso agir. Crianças de norte a sul do Brasil aguardam, e, aliás, elas têm direito a uma boa educação. Não faz sentido discutir minúcias, não há tempo. Em muitos casos, o homeschooling e um sistema de estudos orientados poderia atender a essas comunidades, pois a estrutura física de uma escola não se faria imprescindível tampouco um corpo docente completo. Outro ponto é o investimento governamental neste particular, isto é, em viabilizar o envio do material didático, e em um segundo momento, elaborar estratégias capazes de levar tecnologia até os lugares mais remotos.

O mais importante é que tanto as crianças quanto os adultos não alfabetizados e os estrangeiros não falantes da língua portuguesa possam estar aprendendo. 

As populações indígena, quilombola, rural, ribeirinha, fronteiriça, insular, costeira e as comunidades de pescadores merecem ter as mesmas oportunidades sem precisar deixar suas cidades. Os moradores têm o direito de ser o que sonham seja professores, geólogos, biólogos, arquitetos, médicos, botânicos, enfermeiros, engenheiros, comunicadores, cientistas…e trabalhar para seu bairro, sua cidade, seu estado. Os talentos precisam ser descobertos, reconhecidos e valorizados.

É urgente chegar até as aldeias, os quilombos, as ilhas, as vilas, aos lugares de mais difícil acesso de alguma maneira, e lhes entregar uma educação competente a fim de promover para os residentes qualidade de vida, educação de excelência, empreendedorismo e estratégias para auto-suficiência, e também oferta de cursos de empreendedorismo, turismo, gastronomia, artes e ofícios, contabilidade, agricultura e pecuária familiar, por exemplo.

A educação é um direito que assiste a cada cidadão, direito garantido por declarações internacionais; mas acima de tudo é um ato de respeito. E para o país, é tudo. Uma nação só avança com um povo educado. E as futuras gerações dependem disso. O melhor investimento que um país pode fazer é a educação.  

Crédito da imagem: Informativo Portal da Amazônia

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