Dia da Mãe ou Dia das Mães parece ser uma antiga comemoração que remonta à Grécia antiga, quando na entrada da primavera, os gregos festejavam a grande mãe dos deuses, aliás, mãe de Zeus (Cibele/Rhea). Era um costume tão forte que era celebrado em toda a Ásia menor, sempre na chegada da estação das flores.

A data passou anos relegada ao esquecimento quando nos Estados Unidos uma mulher cristã chamada Ann Maria Reeves Jarvis que fundou o Mothers Days Works Clubs em 1858, e em 1865 o Mother´s Friendship Days. Logo após, em 1870 a escritora Julia Ward Howe publicou um manifesto chamado Mother´s Day Proclamation. Ressurgia assim, de uma maneira totalmente autêntica o Dia da Mãe. Em 1907, a filha de Ann Maria, Anna Jarvis iniciou uma campanha para que o Dia das Mães fosse reconhecido, o que foi aprovado dois anos depois.

Não são todos os países que homenageiam as mães no mês de maio, mas são muitos, ainda que nem todos eles celebrem no mesmo dia, dentre eles Brasil, Portugal, Irlanda, Paraguai, Polônia, México, Guatemala, Lituânia, Hungria, Índia, Malásia, China, Dinamarca, Suécia, Panamá, Grécia, Bahrein, Bolívia, Singapura, Bélgica, África do Sul, Qatar, Singapura, República Dominicana, Angola, Cabo Verde, Espanha, Moçambique, Austrália, Chile, Alemanha, Itália, Japão, Canadá, Cuba, Países Baixos, Nova Zelândia, Áustria, Peru, Suíça, Formosa, Turquia, Estados Unidos, Venezuela, Finlândia, Hong Kong, Letônia e França.

No Brasil, a data chegou através da Associação Cristã de Moços em 1918 em Porto Alegre, somente sendo oficializada em 1932. A Igreja Católica adotou a celebração em 1947 no Brasil, tendo em vista que justamente em maio já se celebrava o mês de Santa Maria, mãe de Jesus.

A data pareceu perfeita para a Igreja Católica fortalecer a propagação da história da mãe de Jesus, um exemplo a ser seguido por todas as mães. A imagem da mãe à luz de Maria de Nazaré representa amor, respeito, abnegação, compreensão e entrega: ela é a mãe que ora, que abençoa e que acompanha seu filho nos momentos mais difíceis.

Maria é a mãe que aceita seu filho como ele é, aceita seu dom, sua vocação e seu chamado, e acima de tudo é a mãe que aceita os propósitos de Deus. Maria crê, tem fé e esperança. Em silêncio, ela avança, avança como a aurora, terna, porém firme.

A mãe virtuosa é Maria. A mãe que todas as mulheres devem ser, exemplo de virtude, a mulher a serviço do Criador. Ela é doce, cheia de graça e seu amor é transformador porque transcende e excede em muito o amor humano.

Maria transmite um amor sobrenatural, quase mágico e que abraça muitos, toma a muitos como filhos. Maria agrega, adota e resgata. Tanta doçura é equilibrada com uma disciplina amorosa, a disciplina que prima pela verdade, pela boa conduta, que leva à reflexão. Ela nos ensina que amar não é ser boa, é ser justa; que amar é mais sobre ouvir do que sobre falar; que ser mãe é no final das contas apoiar ainda que se não concorde ou não se entenda.

Maria, a mulher que louva em Magnificat, que tudo suportou com um brilho nos olhos e um sorriso no rosto porque ela é uma mulher que vive pela fé.

Maria, essa sim, a mãe que todos gostariam de ter.

E têm…   

Crédito da imagem: O Segredo