Essa é uma história real de amor e coragem, dessas que a gente nunca imagina ouvir, e muito menos estar em uma situação como esta.
Por quase um ano, Sara Gerad foi mantida em cárcere privado e abusada, quando conseguiu se libertar e pensou que seus problemas haviam terminado descobriu que havia engravidado de seu carrasco e uma nova batalha teve início.
Logo após o conhecimento da gravidez, Sara com a pressão de amigos e familiares, decidiu não se tornar mãe do filho de seu abusador, afinal os motivos eram muitos, como poderia amar uma criança com as características físicas do homem que tanto havia a maltratado?
Qualquer mulher tem ciência que não existe um trauma maior do que a de ser abusada, mas também reconhecemos que não existe amor maior do que o amor entre uma mãe e um filho.
E foi o que aconteceu com Sara, seu instinto de mãe falou mais alto, ao realizar um exame de ultrassom e se deparar com o diagnóstico positivo referente a saúde do bebê, e ouvir as batidas de seu coraçãozinho, se deu conta que era seu filho que estava dentro do seu ventre.

Ultrassom do bebê de Sara. Fonte site Contra o Aborto

(…)eu lembro do dia quando fui ao médico antes do aborto agendado. (…)Eu estava resolvida a passar por aquilo até que ouvi as batidas do coração de meu bebê. E então o técnico de ultrassom disse: “Seu bebê parece estar bem”. Ele não disse: “o bebê de meu estuprador”. E nem disse: “um punhado de células”. Batidas de um coração. Uma criança. Meu bebê. (…)Eu não poderia prosseguir com o aborto.


Sara Gerard

Sara conta que viveu desabrigada por algum tempo, mas manter a gravidez e não despejar a culpa em seu filho foi a melhor decisão que tomou em sua vida.
Também relata que seu filho tem sido sua expiração em crescer profissionalmente, hoje Sara é a primeira pessoa de sua família a ter um diploma e reconhece que este empenho vem graças a seu filho.
Após doze anos Sara resolveu contar sua historia, atualmente casada e com mais dois filhos, está prestes a cursar o mestrado. Relata que seu filho tem um QI acima de 120, e que é um menino maravilhoso.

Sara quando segurou seu filho pela primeira vez. Fonte site Conta o Aborto

Meu filho não age como meu estuprador. Ele não se parece muito com ele. Ele não é um lembrete diário do abuso que eu sofri. Ele é meu filho, meu tesouro. No dia em que ouvi o coração dele, me tornei pró-vida. Sem exceções!


Sara Gerard

Que através desta linda história que terminou com um final feliz, possamos chegar a uma simples reflexão: Será que é justo matar uma criança – que assim como a mãe – , não tem culpa pelo abuso cometido? Será que matando a criança impediremos que este criminoso faça novas vítimas?

Pense nisso.

Fontes:

Grávida após estupros seguidos, ela rejeitou o aborto ao ouvir a batida do coração de seu bebê. Contra o Aborto. 2016.

Disponível em
https://contraoaborto.wordpress.com/2016/07/18/gravida-apos-estupros-seguidos-ela-rejeitou-o-aborto-ao-ouvir-a-batida-do-coracao-de-seu-bebe/

Acessado em 12/05/2019.