Maio, mês da biodiversidade, e elas não poderiam ser esquecidas. Elas, as borboletas, insetos cruciais para a biodiversidade, e que existem em todos os continentes, exceto na Antártida. São elas que ajudam as flores a polinizar, e também controlam uma série de situações indesejadas, como por exemplo, comer plantas daninhas. Ademais, as borboletas fornecem fonte de alimento para outros animais. 

A presença ou ausência das borboletas pode dizer muito sobre o meio ambiente local porque elas são particularmente sensíveis às mudanças climáticas, razão pela qual os cientistas monitoram as borboletas como um método de observar os sinais de alerta dos efeitos mais generalizados da mudança climática. As borboletas fornecem indicações claras do estado do ambiente porque reagem rapidamente e mudam seu comportamento e sua atividade frente a mudanças do clima nas áreas em que habitam, mesmo que tais mudanças sejam sutis.

Borboletas enviam um “aviso antecipado” de que algo não está correto em uma área específica – e é por isso que elas são alguns dos animais mais monitorados do mundo. Invernos mais quentes interrompem a hibernação, aumentam doença e predação. Temperaturas de primavera mais frias significam que elas estão atrasadas para emergir, levando-as a uma vida útil mais curta e a um tempo menor para se reproduzir. Verões mais úmidos afetam diretamente sua rotina … Caos.

Todas as mudanças de temperatura estão causando estragos para as borboletas que não estão conseguindo lidar com as mudanças climáticas. De acordo com cientistas se as borboletas entrarem em extinção, a maior parte dos ecossistemas entrará em colapso.  Isso significa que quando a população de borboletas sofre, o mesmo acontece com todo o resto – criando um “efeito borboleta”. 

Borboletas compõem um grupo extremamente importante de organismos “modelo” usados, durante séculos, para investigar muitas áreas da pesquisa biológica, incluindo campos tão diversos como navegação, controle de pragas, embriologia, mimetismo, evolução, genética, dinâmica populacional e conservação da biodiversidade. Por esta razão, as borboletas foram reconhecidas como Indicadores da Biodiversidade do Planeta porque a sua sensibilidade faz com que elas reajam quase que imediatamente às mudanças do clima, de modo que sua luta pela sobrevivência é um aviso sério sobre o meio ambiente.

A longa história e a popularidade do estudo sobre borboletas proporcionam um recurso de dados único em um grupo de insetos incomparável em escala geográfica e escala de tempo em qualquer parte do mundo. Isso se mostrou extremamente significativo para a pesquisa científica sobre mudança climática. E revelou uma conclusão inesperada: a biodiversidade precisa das borboletas. Não somos nada sem as borboletas.

Sim, essas pequeninas fadas coloridas são muito mais incríveis do que se pode imaginar.

Borboletas são a segunda espécie mais abundante de insetos no mundo, depois dos besouros. Borboletas representam a vida, a capacidade de transformação e elas podem nos salvar desde que nós as salvemos.

A borboleta é o futuro!

Vamos salvar as borboletas!

Vamos salvar a biodiversidade!

Vamos salvar o planeta!

A vida do planeta está em nossas mãos.

Leia mais sobre borboletas:

Duna Press Periódico – Entre abelhas e borboletas: a salvação do planeta

Referências:

Academia Nacional de Ciências: Mudança Climática nas Academias Nacionais: Edith’s e Quino Checkerspot Butterflies

Associação Norte-Americana de Borboletas: Perguntas e Respostas sobre Borboletas

Baylor University: Butterfly Lore

BioEssays: asas de borboleta: a evolução do desenvolvimento de padrões de cores

Butterfly Conservation Europe: Por que borboletas e traças são importantes

Conservação de borboletas: por que as borboletas importam

Museu do Deserto do Arizona-Sonora: Butterflies

National Park Service: Polinizadores – borboleta monarca

Universidade de Kentucky: Tudo sobre borboletas

Universidade de Michigan: Biokids: Borboletas e traças

Universidade Estadual da Carolina do Norte: uma classe de distinção

The Ecologist

National Geographic

Fotos por Clarissa Xavier Machado

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