A escritora pernambucana Miriam de Fátima Machado Guimarães, participante ativa do movimento monarquista internacional, publica seu primeiro romance histórico: Jorge Albuquerque – Um Herói Pernambucano, Uma Nova Visão da Invasão Holandesa.

A obra, que traz o depoimento do historiador baiano, João Hebert Bezerra Barbalho, carinhosamente conhecido pelos monarquistas como o “Barão de Araruna”, trata de aspectos importantes da História do Brasil que vão desde da fundação da “Vila de Olinda”, a capital da “Nova Lusitânia”, de Recife, a capital do Brasil holandês, a “Cidade Maurícia”, e também da Batalha de Alcácer-Quibir e do mito do sebastianismo, destacando referências do poeta português Fernando Pessoa, em “Sebastianismo e Quinto Império” editado em Portugal, publicado por Europa-América, e relatos sobre o Padre Antônio Vieira.

Miriam Machado conta que começou a escrever este livro quando deparou-se com a árvore genealógica da família, feita pelo renomado genealogista Borges da Fonseca, autor do livro “Nobiliarquia Pernambucana”, e patrocinada pelo falecido tio, o general-de-brigada e herói da Segunda Guerra Mundial, Murilo Rodrigues de Souza, marido de tia Gracinha, irmã de sua mãe:

“Ao pesquisar sobre o Sebastianismo no Brasil, deparei-me com dois movimentos em Pernambuco, precisamente na cidade de Bonito. Ora, o bisavô de minha mãe (Ediná Pedrosa Gouveia) foi o “Barão de Bonito”. Título esse, dado pelo próprio Imperador Dom Pedro II, em 11 de setembro de 1888, pois, o Coronel Manoel Gomes da Cunha Pedrosa havia lutado com Dom Pedro II na guerra do Paraguai. O Senhor “Barão de Bonito” era amigo pessoal do Imperador  Dom Pedro II.”

A autora assinala ainda que o filho de Dom Antônio, Prior do Crato, Dom Miguel, havia casado com a princesa Emília de Nassau, irmã do príncipe de Orange, Maurício de Nassau; e daí, a verdadeira razão da vinda de Nassau a Pernambuco. Os pernambucanos que lutaram contra os sebastianistas holandeses, jamais souberam disso mesmo tendo sido o pernambucano Jorge de Albuquerque Coelho, filho do donatário Duarte Coelho Pereira e de Dona Brites de Albuquerque, quem iniciaria o mito do “Sebastianismo” na alma lusitana ao afirmar que o rei estava vivo – razão pela qual o livro apresenta dados sobre o desaparecimento de Dom Sebastião; apontando para a recente descoberta – novembro de 2010 – um quadro, na Áustria, precisamente no palácio de Schonbrunn, pintado por Alonso Sánchez Coelho, do rei “dito” desaparecido. E um outro quadro encontrado na Itália, de autor desconhecido, possivelmente de Dom Sebastião I, retratando-o bem mais velho. Os integrantes da família Albuquerque foram inclusive mencionados por Luís Vaz de Camões em “Os Lusíadas”,  incluídos em “os barões assinalados”.

Segundo Miriam, foi por conta da disputa do direito ao trono do Reino de Portugal, após o desaparecimento do Rei Dom Sebastião I, na famosa batalha de Alcácer-Quibir no Marrocos, que os holandeses invadiram Pernambuco. Para Miriam Machado:

“Esse é um assunto que os ganhadores da “Batalha dos Guararapes” esconderam dos pernambucanos e da nação brasileira e que vamos tratar aqui agora neste livro (…) E então, comecei a perceber que a verdadeira história sobre a Invasão Holandesa em Pernambuco nunca tinha sido realmente contada! Pedi então informações e fontes bibliográficas aos confrades e confreiras do movimento. Comecei a pesquisar e estudar sobre o assunto. Descobri que os nossos nobres antepassados pernambucanos tiveram um papel preponderante nessa história oculta e não revelada. Então, decidi publicar este livro para mostrar a verdade aos pernambucanos e aos brasileiros.

Pernambuco teve dois excelentes gestores: um que estabeleceu, impulsionou a produção, o refino e comércio do açúcar trazido de outros Territórios Ultramarinos de Portugal, mas precisamente da Ilha da Madeira, na localidade denominada “Ribeira Brava”, pertencente a Diogo Vaz de Teive, escudeiro do infante Dom Henrique, que fundou  primeiro engenho de açúcar que se tem notícia, em 1452, e que investiu massivamente no povoamento da Capitania de Pernambuco e consequente surgimento da nação, tendo como primeiro donatário Duarte Coelho Pereira. O competente príncipe holandês João Maurício de Nassau-Siegen, em holandês Johan Maurits van Nassau-Siegen, da casa de Orange, foi quem transformou Pernambuco em uma metrópole de desenvolvimento econômico, urbanístico, artístico e  cultural inigualável. A monarquia dera grande e vital sopro ao nascimento, povoamento, sucesso mundial e expansão do negócio do açúcar e da capitania de Pernambuco, que foi maculada pela expulsão dos sebastianistas holandeses, dando caminho posterior e, lamentavelmente, a nossa atual e desastrosa República brasileira”.

Miriam de Fatima Machado Guimarães nasceu em Recife, PE, Brasil, em 21 de abril de 1955, filha do industrial Gilvan Machado Guimarães e de Ediná Gouveia Guimarães (nascida Ediná Pedrosa Gouveia). Em 1973, ela completou o segundo grau na escola “Montgomery High School” , em Santa Rosa, Califórnia, EUA. Como membro do programa “Youth for Understanding”, em  1975, residiu em Paris para estudar a língua francesa, e em 1979, formou-se em Letras pela Universidade Católica de Pernambuco. Dois anos depois, concluiu especialização em Literatura e Linguística pela mesma Universidade. 

Miriam de Fatima Machado Guimarães coordenou a criação da Delegacia da Mulher em Pernambuco e foi conselheira do “Conselho Nacional dos Direitos da Mulher” na gestão do então presidente Itamar Franco. Em 2000, conheceu Alan James Thomas com quem se casou em Swansea, South  Wales, Reino Unido.

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