Bolsonaro já fez mais pelo Mercosul do que todos os presidentes anteriores somados.
Em algum momento, de alguma forma, a mídia aparelhada terá que admitir que Bolsonaro estabeleceu um grandioso trabalho no G20.

O último acontecimento relevante dos primeiros seis meses de mandato do presidente Jair Bolsonaro (PSL) pode ser comemorado como a grande vitória do chefe do Executivo até aqui: o acordo comercial assinado na última sexta-feira entre a União Europeia (UE) e o Mercosul. Negociado havia 20 anos (desde 1999), o tratado, sacramentado no dia em que a cúpula do G20 (grupo mais influente economicamente, que reúne 19 países e a UE) se reunia no Japão, fortalece o livre comércio entre os 28 países da UE e as quatro nações que fazem parte do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).

Com o acordo, os produtos nacionais, principalmente agrícolas, terão mais facilidades para serem exportados, enquanto itens industrializados, como máquinas ou produtos farmacêuticos, chegarão ao país com preços menores. Os dois blocos juntos reúnem cerca de 750 milhões de consumidores e um PIB de aproximadamente US$ 17 trilhões.

A partir do final de abril, a atenção do país se voltou ao orçamento do MEC, a partir da declaração de Weintraub de que seriam cortadas as verbas de universidades federais que não tivessem desempenho satisfatório e promovessem “balbúrdia” nos campi. No total, segundo o MEC, estão contingenciados atualmente R$ 5,8 bilhões do orçamento de áreas diversas da pasta.

O presidente também propôs dobrar o limite de pontuação da CNH (Carteira Nacional de Habilitação). A ação gerou grande alvoroço. Ao reagir às críticas, Bolsonaro manteve a sua posição: “Está mexendo com o seu filho. Precisa estar na lei algo para o seu filho ser protegido? Nem precisava de lei. Quem tem responsabilidade sabe disso, vai lá e bota a cadeirinha atrás e leva o bebê ali atrás.”
Não foi a primeira vez que o presidente depositou confiança no senso de responsabilidade do motorista.

Em maio deste ano, Bolsonaro afirmou que revogaria decreto de preservação da Estação Ecológica de Tamoios, em Angra dos Reis. Durante um evento em Brasília, repetiu o argumento do potencial turístico da região: “Nós podemos ser protagonistas de fazer com que a baía de Angra seja uma nova Cancún”.

Nesta semana, em visita ao Japão para a Cúpula do G20, o presidente quis atestar uma ideia que prega desde que era pré-candidato à Presidência, em 2017, ainda filiado ao PSC.
Para Bolsonaro, o Brasil tem um subaproveitamento do nióbio. O metal pode ser utilizado em gasodutos, turbinas e até em foguetes espaciais e reatores nucleares.

O governo não fez mais por ter um congresso que trava as pautas propostas pelo presidente.

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