Sim! Eu participei do I Encontro Monárquico do ABC, organizado pelo Movimento Nação Real, liderado pela administradora e teóloga prof.a Deusati Cardoso. Iniciativa ousada, por ser um evento realizado em território inimigo: berço progressista, esquerdista e sindicalista do Brasil, franca oposição aos valores tradicionais representados pela Monarquia. Aqui você vai ler os principais fatos que marcaram os bastidores desse evento histórico e que coroa (literalmente) o esforço dos monarquistas, até hoje perseguidos por suas ideias e rejeitados mesmo por alguns movimentos de Direita. Antes da Constituição de 1988, defender a Monarquia era proibido e quem o fizesse poderia responder a processo e ser preso.

A primeira pergunta que devemos nos fazer é a seguinte: o que move mais de 200 pessoas a saírem de suas casas no frio do inverno, em uma quarta-feira à noite para ouvir, sem intervalo, sem brinde e sem sanduíche de mortadela, sete palestrantes por mais de duas horas, sem cochilar e com total atenção? A noite foi emblemática por corrigir as distorções históricas, sociais e filosóficas que marcaram séculos de doutrinação. Para quem foi, uma oportunidade de pensar “fora da caixa” e recuperar a identidade. A organização contou com a colaboração da prefeitura de Santo André, que cedeu o Teatro Municipal para receber um time de palestrantes de repercussão nacional.

O evento que teve apenas um ponto a rever, o elevado número de palestrantes, sete ao todo, mais performance musical, o que não permitiu perguntas e respostas da plateia, devido ao adiantado horário.

Confira algumas curiosidades dos bastidores desse encontro histórico:

  • O evento contou com o charme do mestre de cerimônias Malcolm Forest, músico, cineasta, ator, tradutor e intérprete de várias emissoras na transmissão do Oscar, Grammy, Miss Universo e VMA. o evento que teve apenas um ponto a rever, o elevado número de palestrantes, sete ao todo, mais performance musical, o que não permitiu perguntas e respostas da plateia, devido ao adiantado horário;
  • Dan Berg, professor e concertista, falou sobre o tema “Deus é Monarca”, também executou ao piano a música”Amazing Grace”, recordando que sua origem é de spiritual americano, e portanto um lamento de escravos que ecoou para a abolição no mundo;
  • prof. Paulo Cruz admitiu que mesmo ele foi antes doutrinado por uma educação que distorce os fatos, responsabilizando o período Imperial pela escravidão. Ao contrário, se dependesse dos imperadores, a abolição teria ocorrido desde o primeiro reinado, de d. Pedro I;
  • O historiador Rafael Nogueira, estrela das produções do Brasil Paralelo, hoje o maior divulgador cientifico da História, revelou que Santo André é terra de Bandeirantes e elevou a cidade e sua importância histórica. Revelou que ele mesmo é descendente de João Ramalho;
  • O secretário de Habitação da cidade, dr. William Lago, criticou as invasões de terra e o desrespeito à propriedade. Trabalhou o tempo todo, inclusive na hora do cafezinho;
  • O príncipe d. Bertrand de Orelans e Bragança, segundo na linha sucessória do trono brasileiro, foi ovacionado de pé pelos presentes e falou quase uma hora sobre a história de Portugal e sua origem divina, bem como do Brasil, revelando fatos pouco conhecidos, como a fundação de Portugal a partir da visão que d. Afonso Henrique, grão-mestre dos cavaleiros templários, teve de Jesus Cristo antes da batalha de Ourique;
  • Estavam presentes mais de 50 soldados fardados, convidados do presidente da Associação dos Amigos da Polícia Militar, Marigildo Fabreti. Os rapazes assistiram atentamente às palestras e certamente terão muito o que contar;
  • O deputado estadual Castello Branco (PSL) falou sobre o avanço do tráfico de drogas no Brasil e como combatê-lo contando sobre a origem dos entorpecentes e seu papel no mundo. Por ser o último palestrante e ter falado por apenas 20 minutos, deixou a plateia com gosto de “quero mais”, por ser especialista em um campo dominado por curiosos.
  • A imprensa de esquerda marcou presença com a revista Carta Capital, que surpreendentemente divulgou matéria mais informativa e menos opinativa sobre aquilo que não conhece, ao contrário do jornal do Grande ABC, cujo único mérito da matéria foram as fotos. Nenhuma informação útil;
  • Ao final, no cofee break para os palestrantes, outros encontros inusitados coroaram a noite: os participantes já estão planejando um próximo evento!
  • Os palestrantes receberam de presente caixas de bombons de chocolate belga, com embalagens da bandeira imperial, um luxo. O mimo foi produzido pela jornalista Bruna, que também cobriu o evento para uma nova revista monarquista;
  • Foram arrecadados mais de 265 quilos de alimentos, que serão distribuídos pelo CRAISA para entidades beneficentes de Santo André.

Os Encontros Monárquicos têm se popularizado por todo o Brasil, uma vez que o movimento monarquista alcança número de adeptos de forma exponencial desde 2015, com mais força após o impeachment de Dilma Roussef. Se os ecos do pensamento conservador se confirmaram com a eleição de Jair Bolsonaro, os primeiros indícios dessa tendência já sinalizavam o crescimento dos movimentos de rua. Dentre eles, e rejeitado mesmo por setores da direita, destaca-se o movimento Monárquico, suprapartidário e embasado na ideia de separação entre Estado e Governo. O ideal monárquico de restauração hoje tem representação institucional, seja em Câmaras Municipais, Assembleias Estaduais e Congresso Nacional. A eleição dos deputados d. Luiz Philippe de Orleans e Bragança, Carla Zambelli, Lafaiete Andrada e Paulo Martins, por exemplo,  dimensiona uma bancada que se pauta por restabelecer valores e conceitos do povo brasileiro que foram ignorados por décadas pela república, e que teve como cúmplices veículos de comunicação, burocracia estatal e agentes culturais. Só que hoje, a seu lado, meu amigo, minha amiga, pode estar sentado um monarquista, um conservador, e se ele ganhou voz e vez, é fruto de trabalhos como este que faz o movimento Nação Real, ao lado do Pró-Monarquia e demais movimentos monarquistas, que divulgam propostas e projetos para mudar o Brasil para melhor.