Em Espanha, Pedro Sánchez dá o tudo por tudo para formar o governo e evitar novas eleições, sem ter de dar ao Podemos, os cinco ministérios que o partido exigiu.

Após sofrer uma derrota na primeira votação, a investidura do socialista Pedro Sánchez como primeiro-ministro por 170 votos contra, 124 a favor e 52 abstenções.

O candidato do PSOE (Partido Socialista Espanhol) precisava de ter obtido o apoio da metade mais um, 176 votos, da totalidade dos 350 deputados espanhóis para ser reconduzido no lugar que ocupa desde junho de 2018.

Pedro Sánchez tem hoje 25.07.19 uma segunda oportunidade para ser investido chefe de governo, nesta segunda votação em que apenas vai precisar de ter mais votos a favor do que contra, tendo até esse momento para negociar eventuais apoios com outros partidos.

O chefe do executivo em exercício enfrenta, ao princípio da tarde, a segunda votação do parlamento, na qual já não necessita de uma maioria absoluta, mas necessita de um acordo para garantir os 42 votos dos deputados do Podemos.

O partido de Pablo Iglesias, nascido em 2014 de um movimento de protesto contra a austeridade, reclama uma vice-presidência e cinco ministérios, uma exigência que o PSOE considera “inadmissível”.

A contra-proposta dos socialistas é: três ministérios e uma vice-presidência e está fora de questão deixar ao Podemos pastas como: o Interior, a Justiça, a Defesa, os Negócios Estrangeiros ou as Finanças.

Sem acordo, Pedro Sánchez terá até ao dia 23 de setembro para encontrar uma solução de governo, ou então os espanhóis voltam às urnas, pela quarta vez em quatro anos.

Com acordo, dá-se início ao primeiro governo de coligação em Espanha desde o fim da guerra civil.