NA III Reunião do Diálogo Estratégico Global (DEG) Brasil-China, copresidida pelo Ministro de Estado das Relações Exteriores, Embaixador Ernesto Araújo, e pelo Conselheiro de Estado e Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi. O referido Diálogo foi estabelecido em 2012, para promover a evolução da agenda bilateral, assim como para intercambiar opiniões sobre assuntos relevantes do contexto internacional.

Os ministros das Relações Exteriores saudaram os 45 anos de estabelecimento das relações diplomáticas entre Brasil e China completados neste ano. Ressaltaram a solidez da agenda bilateral, refletida no intenso calendário de troca de visitas de alto nível em 2019.

As partes intercambiaram informações sobre as respectivas políticas externas e avaliaram o progresso da cooperação bilateral nas áreas de comércio; investimento e infraestrutura; e ciência, tecnologia e inovação; entre outras. Ao destacarem a maior corrente de comércio bilateral da história em 2018, de quase US$ 100 bilhões, renovaram o interesse em seguir expandindo os fluxos bilaterais de comércio, sobretudo com a diversificação e agregação de valor dos produtos vendidos pelo Brasil. Os dois lados concordaram em trabalhar para ampliar os fluxos de investimento, de acordo com seus respectivos interesses e regras nacionais.

Os ministros trataram também de temas relevantes de suas respectivas regiões e da agenda internacional, como OMC, G20 e BRICS.

Para Wang Yi, ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, “a China e o Brasil são representantes dos maiores países em desenvolvimento e mercados emergentes no ocidente e no oriente” garantindo que existe “um grande potencial para a cooperação e para um espaço de entendimento alargado” porque “parceiros naturais podem alcançar juntos desenvolvimento e prosperidade”.

Ernesto Araújo e Wang Yi lançaram as grandes linhas da visita de Estado que Bolsonaro vai fazer à China até ao final do ano.