Economia

Análise – Inflação do mês de julho é a menor em cinco anos

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IPCA acumulado recuou para 3,22%. Queda nos preços de vestuário e combustíveis seguram inflação.

Considerando a inflação oficial do Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,19% no mês de julho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O valor registrado da inflação trata-se da menor taxa para julho desde 2014, quando ficou em 0,01%. Com o resultado, o índice acumula alta de 2,42% no ano.

Em 12 meses, a inflação recuou para 3,22%, ante os 3,37% registrados em junho, permanecendo bem abaixo da meta de 4,25% definida pelo governo Jair Bolsonaro para o ano.

O resultado deve reforçar as apostas de novos cortes na taxa básica de juros, atualmente em 6% ao ano.

Segundo o IBGE, a queda dos preços de vestuário (-0,52%), transportes (-0,17%) e saúde e cuidados pessoais (-0,20%) ajudaram a segurar a inflação no mês.

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A partir da notícia, uma breve análise é relevante:

Há fatores que nos favorecem nisto. Exemplo disto é o próprio Japão, que tem uma inflação média anual em torno de 1% ou 2% no máximo e, mesmo assim, vem crescendo muito nos últimos anos e melhorando substancialmente a qualidade de vida das pessoas.

Inflação baixa também melhora os rendimentos de poupança e as aplicações de dinheiro mais usuais e comuns a todos, bem como outras formas.

Explica-se. Não quer dizer que se a poupança renda 6% ao ano, por exemplo, diminuindo a inflação este valor nomina irá aumentar, mas estando neste mesmo exemplo a inflação em 1% ou 2% ao ano ou menos que isso, o valor até chegar aos 6% da poupança são ganhos reais do capital no tempo, ou seja, nosso dinheiro valoriza e não desvaloriza como vem acontecendo exponencialmente nas últimas duas décadas principalmente.

Isto quer dizer que se a inflação é baixa há mais opções para todos, os que tem mais e os que tem menos, terem seu dinheiro valorizado e crescendo ao longo do tempo, enquanto que com a inflação que encaramos nos últimos 20 anos sempre ultrapassou mais 10% ao ano, desvalorizando por exemplo poupança e outros investimentos, na forma do mencionado acima.

Além de que, nas últimas décadas, muitos dados foram maquiados, omitidos e a forma de calcular alguns índices do mercado financeiro, comércio e inflação, sempre foram manipulados para dar a crer que estamos indo bem, enquanto não estávamos. Muitos produtos tiveram aumento anual de mais 10%, e o governo (desgoverno) dizia o contrário.

Inflação controlada ou mesmo em patamares baixos nos facilita investir em várias áreas, o dinheiro se valoriza e não temos perda por guardar para o futuro ou investimentos mais planejados de longo prazo. Precisamos nos atentar a isto, acompanhar sempre e auxiliar no que for possível para que todos cresçam.

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Leonardo Garbossa

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades sócio-políticas e econômicas da região.
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