Após utilizar por uma década um túnel em parceria com a Toyota em Colônia, na Alemanha, a escuderia irá substituí-lo por um sob medida em sua sede, na Inglaterra.

Com a posição mais alta no campeonato de construtores desde 2012, está na hora da Mclaren focar em voltar ao topo como em 2008. Para isso, é necessário atualizarem suas ferramentas que ajudam na melhora do desempenho e aerodinâmica de seu carro.

James Key, novo técnico da Mclaren que entrou na equipe após sair da Toro Rosso, explicou que o túnel de vento é um “pequeno segredo” que ajuda as equipes a extraírem o melhor de seu design.

Tivemos uma ótima relação com a Toyota nos últimos 10 anos, a equipe tem estado com eles, continua provendo um serviço muito bom, mas o fato é que o túnel [da Toyota] está ultrapassado comparado ao estado-da-arte em muitas equipes de Fórmula 1, e a tecnologia que está presente em um túnel moderno de F1 é excepcional. É um daqueles pequenos segredos que ficam de longe, ocultos. Mas se você pode ver um e ver o que está acontecendo, há uma enorme quantidade de tecnologia, técnicas e metodologias interessantes que envolvem a maneira como você testa o túnel de vento em um túnel de vento.” Afirma James Key, em entrevista à F1.

Os modernos túneis de vento da F1, em particular, aproveitam a nova tecnologia que aprimora e aponta o que as equipes podem obter quando se trata de modelagem aerodinâmica e fluxo de ar – usando dinâmica de fluidos computacional (CFD). O CFD tem suas limitações, em termos de precisão e eficiência, e é por isso que um novo túnel de vento é essencial, como Key continua a explicar: “CFD e túneis de vento se complementam muito bem, particularmente em corridas motorizadas quando você tem uma situação muito caótica em torno de nossa coisa muito transitória.”

Outras equipes, como Mercedes, têm poderosos túneis de vento que os ajudam a ficar à frente no campeonato. Sua instalação tem um motor de 2,2 megawatts que alimenta um ventilador de fibra de carbono que produz um vento de até 80 m/s, mais do que um furacão categoria 5.

Então, para tentar levar a equipe adiante, tivemos que tentar igualar a competição nesse quesito, e para isso havia opções, mas a mais lógica era ter uma nova instalação em nosso QG em Woking [Inglaterra]. Tivemos uma resposta positiva e pró-ativa, de apoio de nossos acionistas para seguirmos adiante.” Completou James Key.

Sede da Mclaren, em Woking, Inglaterra. (Foto: reprodução twitter oficial @McLarenF1)

Com o novo line-up de pilotos ocupado por Carlos Sainz e Lando Norris, mais o planejamento da construção de seu próprio túnel de vento, a Mclaren aumenta suas chances de voltar não só a ocupar pódios, mas de vencer corridas.

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