A brasileira Morgana Macena de Santana e a sueca Greta Thunberg também estavam na disputa

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, 43 anos, é o vencedor do Prêmio Nobel da Paz 2019, que reconhece todos os anos aqueles que contribuem para a paz mundial. Abiy Ahmed chegou ao poder em abril de 2018 e, desde o início, impulsionou as negociações entre os dois países em um conflito que causou dezenas de milhares de refugiados e pedidos de asilo. O comitê norueguês, que concede o Nobel, destacou, ao anunciar a decisão nesta sexta-feira, o trabalho de “reconciliação, solidariedade e justiça social empreendida” pelo primeiro-ministro etíope, que contribuiu para a paz na África Oriental.

Em uma declaração, o gabinete do primeiro-ministro expressou “orgulho” pela entrega do prêmio, “um testemunho eterno” dos “ideais de unidade, cooperação e convivência mútua” defendidos por Ahmed. “Essa vitória e reconhecimento são uma conquista coletiva dos etíopes e um chamado para fortalecer nossa resolução de tornar a Etiópia um país próspero para todos”, enfatizou.

Com o prêmio concedido ao líder etíope, nascido em 1976 em Beshasha, queremos “reconhecer todos os atores que trabalham pela paz e reconciliação na Etiópia e nas regiões leste e nordeste da África”, observa o comitê norueguês.

Neste ano, o prêmio recebeu como candidatos 223 pessoas e 73 organizações, dentre eles, a ativista brasileira contra o aborto e defesa da criança Morgana Macena de Santana e a ativista sueca Greta Thunberg. Em 2018, o Prêmio Nobel da Paz reconheceu a luta contra a violência sexual ao homenagear o ginecologista Denis Mukwege, que cura mulheres estupradas na República Democrática do Congo, e a ativista iraquiana Yazidi, Nadia Murad, ex-escrava do Estado Islâmico.

Imagem: SIMONA GRANATI (REUTERS)