“Temos o dragão do tradicionalismo. A direita é violenta, é injusta, estão fuzilando o Papa, o Sínodo, o Concílio Vaticano Segundo. Parece que não queremos vida, o Concílio Vaticano segundo, o evangelho, porque ninguém de nós duvida que está é a grande razão do sínodo, do concílio, deste santuário, a não ser a vida como já falei”. Palavras de D. Orlando Brandes, Bispo de Aparecida.

Neste ponto fica a pergunta: cabe a um Bispo Católico falar de Política? Cabe a um Bispo Católico atacar ou defender lados políticos? Nessa homilia feita por D. Orlando no último dia 12 de outubro, em pleno Santuário de Aparecida mostra um tom político que cada dia mais vemos aparecer nos altares de igrejas, mas, por que tal discurso? Por que D. Orlando sabia da visita do Presidente Jair Bolsonaro, a tarde, a Aparecida do Norte? E mesmo sabendo, lhe cabe discursar sobre política em plena homilia numa celebração da maior importância, como a missa Principal do dia dedicado a Nossa Senhora Aparecida em pleno Santuário Nacional de Aparecida?

O que vemos neste episódio, é exatamente aquilo que a algum tempo vem ocorrendo em nossa Igreja Católica – A infiltração da política de Esquerda em nossa igreja. Lembrando que essa visão política que domina ainda muitos bastidores de nosso país, deve ser execrada por todos os católicos de bem, visto que, ela é contrária à Família Tradicional, ela defende o Aborto abertamente, ela defende uma visão totalmente contraria a Tradição da Igreja Católica, tradição esta que tem mais de dois mil anos, e, contrário ao que o Bispo fala em sua homilia, ela não vem apenas do Concílio Vaticano II.

Vemos publicado em Outdoor do Paraná, mensagens de “Tirem o PT do Altar – Por uma Igreja sem partido”. Esta postura do Católicos do Parará, mostra que os fiéis da igreja tradicional, não admitem mais a política dentro de nossas celebrações, dentro das homilias, dentro da Igreja.

Neste artigo, na verdade, tenho por visão mostrar que hoje muitas pessoas buscam separar as questões mais pontuais de nossa vida. Política, Religião, sociedade, vivência, etc., e que devem ser devidamente separadas em seus espaços e colocações. Minha observação e crítica está voltada para separarmos as questões mais pontuais. A religião deve tratar de religiosidade e apenas isso, assim como a Política não deve interferir no aspecto religioso. Dom Orlando depois desse episódio veio explicar que sua fala não foi direcionada a governos, mas, a Ideologias, porém, no momento em que ele diz DIRETAMENTE à Direita, ele está dando uma direção, um norte, um foco específico para sua fala.

Se ele quisesse falar propriamente de Ideologias, deveria de falar também sobre a Esquerda, que prega muito mais coisas negativas, como, já dito acima, a modificação no aspecto da Família Tradicional, inclusive quebrando todas as posições tradicionais dela, a defesa do Aborto, entre outras coisas muito distantes do que prega a tradição católica. Isto sem contar as manifestações contrarias a doutrina católica e a própria igreja em manifestações públicas como por exemplo já vistas em episódios ocorridos em Paradas Gay ocorridas, onde a fé católica foi atacada e ofendida, com demonstrações bizarras, sendo sabido que esta Esquerda doentia que temos em nosso país, defende tais atos, pois, em nenhum momento, foram questionados por eles ou rechaçados, como ocorre se algum ato deste vai de encontro a sua ideologia ou Fisiologismo como sempre digo.

Quando misturamos a política com a religião, fatalmente caímos em uma armadilha muito séria, pois, religião, em sendo as cristãs, devem sempre seguir o que prega o Evangelho, o que prega Jesus. Mas, quando falamos de Política, tratamos das coisas pregadas pelo Homem, e nem sempre elas são boas ou verídicas, muitas são tendenciosas e até nefastas, como é o caso do Comunismo, do Fascismo, do Socialismo nefasto.

Com discursos políticos, nossos clérigos querem fazer algo que não lhes cabe e que é até perigoso… Direcionar o povo ao que eles pregam, pois, um padre, um Bispo ou outro religioso, ao subir num púlpito ou num Ambão, se coloca como dirigente espiritual daquela Assembleia, e aqueles que buscam a palavra do Senhor, através desse religioso, passa a ter uma visão Política, e não Religiosa. Cabe aos Padres, Bispos, religiosos em geral, serem farol do povo no tocante a RELIGIOSIDADE e não à POLÍTICA. Devemos ter em mente que a Tradição da Igreja Católica é muito maior que a politicagem que hoje toma conta de nossas vidas e misturar Política com Religião é, antes de tudo, fugir do conceito básico do que é Religião e do que é Política.

Cada um deve estar em seu patamar e seu nicho. Mas, o que vemos hoje é o desvirtuamento da Igreja, quando vemos religiosos se voltarem para o lado político e misturando com o lado Religioso, acabando por deixar os fieis desnorteados e, por fidelidade a figura do religioso que está ali sendo farol de sua religiosidade, acabam “abraçando” como verdade suas palavras, e esquecem de ver que esta mistura é muito perigosa, já que a Política muitas vezes pode perverter as pessoas e desfoca-las de seu caminho e leva-las em misturando-se com a religião a uma perigosa situação de Teocracia, onde se busca na religião um norte político, como vemos em certos lugares do mundo.

Deixo aqui essa pequena análise deste episódio, para quem interesse, possa analisar com cuidado e começar a separar Política de Religião, pois, são duas vertentes que, se separadas, podem ser vistas com bons olhos, visto que não podemos viver sem a Política e a Religiosidade, mas, ao se misturarem, seja pelo viés da Esquerda ou da Direita, se torna nefasta, pois, muda e perverte a Religião e direciona a política, e é isto que não devemos permitir.

São Lourenço, 14 de Outubro de 2019.

Luiz Gustavo Chrispino.

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