As vendas no varejo cresceram 0,7% em setembro de 2019 na comparação com agosto do mesmo ano. É o quinto resultado positivo consecutivo, período em que o segmento acumulou ganho de 2,4%. Com esses resultados, a recuperação em curso, após recuos seguidos em 2015 e 2016, registrou a menor distância em relação ao nível recorde alcançado em outubro de 2014, situando-se 4,7% abaixo desse patamar.

Com o maior dinamismo da atividade comercial nos últimos três meses, o índice de média móvel no trimestre encerrado em setembro (0,6%) acentua ritmo de crescimento frente à estabilidade que vinha sendo observada entre março e junho de 2019.

Comparado a setembro de 2018, o varejo cresceu 2,1%, sexta taxa positiva seguida. Assim, os índices do setor comercial foram positivos tanto para o fechamento do terceiro trimestre de 2019 (2,6%), como para o acumulado dos nove primeiros meses do ano (1,3%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 1,4% em agosto para 1,5% em setembro, sinaliza estabilidade no ritmo de vendas.

Já no varejo ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, o volume de vendas teve expansão de 0,9% em relação a agosto de 2019, sétima taxa positiva seguida, período em que acumulou ganho de 4,0%. Assim, a média móvel do trimestre encerrado em setembro (0,6%) mostrou aumento no ritmo das vendas, se comparada à média móvel no trimestre encerrado em agosto (0,3%).

Frente a setembro de 2018, o comércio varejista ampliado avançou 4,4%, sexta taxa positiva consecutiva. Com isso, o varejo ampliado cresceu 3,6% no indicador acumulado no ano e de 4,4% no terceiro trimestre de 2019. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 3,7% até agosto para 3,8% até setembro, também apontou estabilidade nessa comparação.

Sete das oito atividades pesquisadas cresceram em setembro

Sete das oito atividades pesquisadas pela PMC tiveram resultados positivos em setembro, contribuindo para compor a taxa de 0,7% do varejo. As pressões positivas foram exercidas por Móveis e eletrodomésticos (5,2%), Tecidos, vestuário e calçados (3,3%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,8%), Combustíveis e lubrificantes (1,2%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,5%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%). A única taxa negativa ocorreu em Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,0%), após avanço de 3,8% no mês anterior.

Considerando o comércio varejista ampliado, o volume de vendas em setembro cresceu 0,9% frente a agosto de 2019, na série com ajuste sazonal, com predominância de taxas positivas, alcançando também Veículos, motos, partes e peças (1,2%) e Material de construção (1,5%), ambos, respectivamente, após recuos de 1,7% e 0,6% registrados no mês anterior.

Em setembro de 2019, frente a igual mês do ano anterior, o comércio varejista registrou avanço de 2,1%, sexta taxa positiva seguida. O efeito calendário pressionou positivamente o resultado do mês, na medida em que setembro de 2019 (21 dias) teve dois dias úteis a mais do que igual mês do ano anterior (19 dias).

Entre as atividades em crescimento estão Outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,5%), seguido por Móveis e eletrodomésticos (8,2%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (6,7%). O setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%) perdeu ritmo e manteve-se próximo da estabilidade, enquanto Combustíveis e lubrificantes (-0,5%), Tecidos, vestuário e calçados (-1,8%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,3%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-15,7%) registraram taxas negativas. Com avanço de 4,4%, frente a setembro de 2018, o comércio varejista ampliado teve a sexta taxa positiva. O resultado refletiu, principalmente, a contribuição do desempenho de Veículos, motos, partes e peças (10,5%), enquanto Material de construção apresentou variação de 5,7%.

Frente a setembro de 2018, o segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,5%), que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos, etc., ganhou ritmo em relação ao resultado de agosto (4,7%) e exerceu a maior contribuição ao resultado geral do varejo. O indicador acumulado nos últimos 12 meses registrou taxa de 6,3%, com ganho de ritmo em relação ao resultado de agosto (5,9%).

Móveis e eletrodomésticos (8,2%) exerceram o segundo maior impacto positivo na formação da taxa de setembro de 2019, após recuo de 1,3% registrado no mês de agosto.  Com isso, o indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de uma variação de -0,8% até agosto para 0,0% em setembro, interrompeu sequencia de nove taxas negativas que vinham sendo observadas desde dezembro de 2018  (-1,3%).

A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (6,7%) registrou o 29º crescimento consecutivo e exerceu a terceira maior contribuição para a taxa global do varejo. Em termos de resultado acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 6,2% até agosto para 6,6% em setembro, houve aumento na intensidade de crescimento.

O setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%) registrou a quarta taxa positiva consecutiva nessa comparação, porém a de menor magnitude entre elas. O desempenho da atividade vem sendo sustentado pela estabilidade da massa de rendimento real habitualmente recebida, a despeito da elevação dos preços do grupamento alimentação no domicílio. A análise pelo indicador acumulado nos últimos 12 meses assinalou estabilidade no resultado de setembro (0,8%) frente ao de outubro (0,8%).

Combustíveis e lubrificantes (-0,5%) exerceu contribuição negativa para o resultado total do varejo. Com isso, o indicador anualizado, acumulado nos últimos 12 meses (-0,3%) permanece no campo negativo desde março de 2015 (-0,3%).

O setor de Tecidos, vestuário e calçados (-1,8%) registrou a segunda taxa negativa consecutiva nessa comparação. Com isso, o indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 0,7% em agosto para 0,5% em setembro, mantém a perda de ritmo iniciada em julho de 2019 (1,3%).

A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria (-15,7%) teve a 26ª variação negativa seguida. O comportamento desta atividade vem sendo influenciado pelas mudanças na forma de comercialização dos principais itens da atividade. Com isso, o indicador anualizado, acumulado nos últimos 12 meses, sinaliza estabilidade de ritmo ao repetir em setembro (-25,5%) a mesma variação de agosto (-25,5%).

O segmento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,3%) mostrou a quarta taxa negativa seguida. O indicador acumulado nos últimos 12 meses (-0,3%) intensifica o ritmo de queda nas vendas em relação a agosto (-0,1%).

O setor de Veículos, motos, partes e peças (10,5%) assinalou sexta taxa seguida positiva, exercendo a maior contribuição positiva ao resultado de setembro para o varejo ampliado. A análise pelo indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao registrar 11,2 % até setembro, mostrou estabilidade em relação ao acumulado até agosto (11,3%),

Material de Construção (5,7%) voltou a mostrar crescimento após queda de 1,5% em agosto nessa comparação. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 2,9% em agosto para 3,5% em setembro, mostrou ganho de ritmo nas vendas nessa comparação.

Varejo avança 2,6% no 3º trimestre de 2019

Sob a ótica trimestral, o comércio varejista, ao avançar 2,6% no terceiro trimestre de 2019, mantém o comportamento positivo presente há dez trimestres consecutivos, todas as comparações contra igual trimestre do ano anterior. O aumento na intensidade das vendas do comércio varejista na passagem do segundo (1,0%) para o terceiro (2,6%) trimestre de 2019 foi observada na grande maioria das atividades com destaque para Móveis e eletrodomésticos (de -0,3% para 4,7%) e Tecidos, vestuário e calçados (-1,9% para 0,5%). Por outro lado, apresentando perda de ritmo em relação ao segundo trimestre 2019, figuram somente Combustíveis e lubrificantes (de 0,9% para 0,5%) e Veículos, motos, partes e peças (de 13,6% para 10,0%) conforme mostra Tabela 2.

Vendas avançam em 22 das 27 unidades da federação

Na comparação com setembro de 2019, o varejo teve acréscimo de 0,7%, com predomínio de resultados positivos em 22 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Minas Gerais (7,7%), Rondônia (6,3%) e Espírito Santo (4,0%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram cinco das 27 Unidades da Federação, com destaque para Amapá (-1,4%) e Maranhão (-1,3%).

Para essa mesma comparação, no comércio varejista ampliado, a variação entre agosto e setembro foi de 0,9%, com predomínio de resultados positivos em 21 das 27 Unidades da Federação, destacando-se: Goiás (4,0%), Piauí (3,9%) e Minas Gerais (3,5%). Por outro lado, figuram seis das 27 Unidades da Federação com resultados negativos, com destaque para o Amapá (-4,4%).

Frente a setembro de 2018, a variação das vendas do comércio varejista nacional mostrou aumento de 2,1%, com predomínio de resultados positivos em 16 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Amapá (21,3%), Amazonas (12,5%) e Tocantins (9,7%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 11 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Sergipe (-4,8%), Rio Grande do Sul (-3,8%) e Rondônia (-3,7%). Quanto à participação na composição da taxa do varejo, veio de São Paulo (2,3%), Minas Gerais (6,4%) e Santa Catarina (9,6%) os principais impactos positivos. 

Considerando o comércio varejista ampliado, no confronto com setembro de 2018, o aumento de 4,4% teve predomínio de resultados positivos, alcançando 21 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Amapá (28,3%), Santa Catarina (13,1%) e Tocantins (11,3%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram seis das 27 Unidades da Federação, com destaque para Piauí (-2,7%), Rondônia (-2,5%) e Rio Grande do Sul (-1,7%). Quanto à participação na composição da taxa do varejo ampliado, novamente se observa destaque para São Paulo (4,8%), Minas Gerais (9,1%) e Santa Catarina (13,1%).

Imagem: br.freepik.com

Fonte: IBGE

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