Dois fatos marcantes neste domingo dia 12 de janeiro chamaram a nossa atenção. Um fica marcado para o mundo todo e outro para a cidade do Rio de Janeiro.

Morre Scruton – O Conservadorismo perde uma voz.

O fato que marca o mundo como um todo, foi a morte de Sir Roger Vernon Scruton, filósofo, escritor, cientista político e compositor de ópera, apontado como o intelectual britânico conservador mais bem cedido desde Edmund Burke. O Conservadorismo entra em sua vida por volta do final dos anos 60 quando iniciava sua tese de doutorado em Jesus College (Cambridge). Ocorriam protestos estudantis na França.

Scruton estava no Quartier Latin em Paris e vendo os alunos revirarem carros, quebrarem janelas e destruírem calçadas de pedra, pela primeira vez em sua vida como cita sua biografia: “sentiu uma onda de raiva da política. De repente percebi que estava do outro lado. O que eu vi foi uma multidão rebelde desordenada de hooligans autoindulgentes de classe média alta. Quando eu perguntei aos meus colegas o que eles queriam, o que eles estavam tentando alcançar, tudo o que eu recebi de volta foi um ridículo discurso marxista nonsense. Fiquei enojado com isso e pensei que poderia haver um caminho de volta para a defesa da civilização ocidental contra esse tipo de coisa. Foi quando eu me tornei um conservador. Eu sabia que queria conservar as coisas ao invés de destruí-las.”

Nos anos 80, ajudou a formar redes acadêmicas subterrâneas na Europa Oriental controlada pelos comunistas, sendo consideradas como Centros de Subversão Ideológica pelos soviéticos, ocorrendo inclusive a prisão de filósofos visitantes como: Jacques Derrida, Anthony Kenny e o próprio Scruton. Alguns acabaram permanecendo presos e outros colocados no chamado Índice de Pessoas Indesejáveis pelo regime soviético. Tal fato levou Scruton a receber a Medalha de Mérito da República Tcheca (Primeira Classe) do presidente Václav Havel em 1998.

Em seus livros O que é o Conservadorismo e Pensadores da Nova Esquerda, Scruton pontua a ação do conservadorismo na Inglaterra, o que muitas vezes o faz se chocar com membros do Partido Conservador Britânico. Suas observações e críticas atingem os primeiros ministros Margaret Thatcher, Tony Blair e John Major, além da Tory (Partido Conservador Britânico) tais críticas seria posteriormente retirada, mas, Scruton mantém-se como uma das figuras base do conservadorismo britânico moderno, e uma figura de consulta por parte da Tory e pelo plano político britânico na integra. Scruton continuou periódica e esporadicamente a dar pareceres públicos quanto à realidade sócio-política britânica.

Porém, após seis meses lutando contra um câncer, Scruton morreu em sua casa, na companhia de seus familiares, neste domingo, 12 de janeiro de 2020. Algo que o mundo lastima muito, pelo menos os Conservadores.

Pão e Circo – A falta de organização no Carnaval Carioca já começou.

O outro fato a se lastimar ocorreu no Bairro carioca de Copacabana. O Senhor Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, que em anos anteriores nunca pisou no Sambódromo, e aqui vai uma crítica pessoal deste Editor: Mesmo sendo Evangélico, quem vai ao Sambódromo é o Político que sendo Prefeito da cidade com o mais conhecido Carnaval da Terra tem a obrigação pública de abrir tais festejos, mas, em pleno ano de campanha eleitoral, com a desculpa de atrair turistas, coisa que nos anos anteriores de sua gestão não o fez, decretou que o Carnaval Carioca iniciaria cinquenta dias antes, lembrando que em 2019 entre o Pré e o Pós Carnaval foram apenas 23 dias.

Tal medida, pela ótica do senhor Prefeito, traria incentivos financeiros para a cidade por conta da vinda de turistas para a cidade, mas, o que foi visto ontem em Copacabana foi um desastre retumbante.

Com esta antecipação do início dos Cortejos Momescos, ficam os grandes Blocos de Rua, responsáveis por tais manifestações, mas, com algumas responsabilidades a mais, como: maior quantidade de Ambulâncias e seus aparatos bancados pelos blocos, pedido de autorização para que tal festejo ocorra, tanto para o Corpo de Bombeiro quanto para a Polícia Militar, com bastante tempo de antecedência.

O Bloco da Favorita, já tinha sido proibido de fazer sua participação no Réveillon de 2020, porém, como atendeu as exigências da Polícia Militar, inclusive da redução do tempo de apresentação, que antes ocorreria das 14h ao fim da noite e acabou sendo definido das 15h às 19h, foi liberado. O que ocorreu, porém, foi um desarranjo social de grande escala em Copacabana por conta da dispersão dos foliões.

As imagens veiculadas pela Internet (aqui, postada do canal Rio Web TV do Youtube) mostram o final do evento, como se arrastões de foliões pelas ruas de Copacabana fossem. Algo que iniciou aparentemente tranquilo com o Bloco da Favorita (imagem abaixo), terminou o dia com corre-corre e quebra-quebra no bairro. Demonstrando que a segurança e a organização deste pré-carnaval no Rio precisam ser repensadas, para que a Cidade não seja atingida por balburdias e confusões. Lembramos ainda que não só em Copacabana ocorrem tais apresentações de Blocos, temos também Ipanema, Leblon, Centro da Cidade e vários outros lugares onde tradicionais blocos de rua se apresentam.

Fica então, aqui registrado este domingo triste com a morte de um grande pensador Conservador, e quem sabe, se continuar, mal organizado, a morte ou quase morte da considerada maior festa popular do mundo – O Carnaval Carioca.

Culpa de quem? A mídia vai dizer que é do Bolsonaro, ultimamente é a resposta mais fácil a algo que não da certo no país. Mas, a PM é responsabilidade do senhor Governador Witzel (Pessoalmente afirmo, foi um engano este meu voto) e o alargamento do período de Pré-Carnaval, é do Senhor Alcaide-mor do Rio de Janeiro (ainda não decidi qual dos Marcelo seriam mais nocivos para o Rio de Janeiro). Cabe agora rezar ao Cristo Redentor que olhe para baixo e quem sabe possa fazer os políticos entenderem que mais importante que seus anseios políticos é o povo, que os sustentam e as suas ganâncias politiqueiras.

Descanse em paz Sir Roger Scruton, e prepara povo do Rio, Carnaval começou ontem, ainda tem muita água pra rolar, e por falar em água… Bom deixa pra outro texto.

Luiz Gustavo Chrispino

Editor Chefe

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