Há poucos, talvez raros, momentos onde o livro e suas adaptações cinematográficas possuem um brilho de igual intensidade e grande carisma. Chris Van Allsburg é o autor do livro infantil Jumanji, escrito por ele em 1981. Foi também convidado a escrever a primeira versão do roteiro que posteriormente receberia várias correções e revisões pelas mãos do diretor Joe Johnnton e os roteiristas Jonathan Hensleigh, Greg Taylos e Jim Strain. O grande ator Robin Williams, já falecido, deu vida ao personagem Alan Parrish e não se pode negar o modo como este ator contribuiu para a beleza e sucesso do filme.

Jumanji – Bem vindo a Selva, foi um êxito, em parte pela sensibilidade de não ser um reboot, mas, uma continuação da antiga produção de 1995, e por compreender como adaptar a obra para o público infanto-juvenil, preservando o melhor do antigo filme e não hesitando em inovar e, mais importante, ousar. O elenco foi uma escolha certa e, posso dizer, genial: Dwayne Johnson, Jack Black e Kevin Hart foram escolhas acertadas, pois, os dois últimos sabem conferir todo o humor que o roteiro demanda e permitem ao ator Dwayne Johnson atuar com liberdade e naturalidade utilizando daquilo que ele usou de melhor em outras performances para compor seu personagem.

Karen Gilian e Nick Jonas não são brilhantes, mas, oferecem seu melhor e ficam dentro das expectativas de filmes deste gênero. Os atores adolescentes, mesmo com suas poucas falas, souberam dar todo um ar de humor e frenesi que entretêm bastante. Roteiro bem feito, efeitos visuais empolgantes e uma direção que acerta em grande parte do tempo permitiram ao filme ir para uma sequência.

Jacob “Jake” Kasdan pode não ser um diretor brilhante, mas, é tecnicamente bem preparado e soube utilizar em Jumanji – Próxima Fase o que poderia ser aproveitado, tanto do filme de 1995, como do filme anterior, compreendeu o que deveria ser mudado e o que deveria ser aumentado para dar um ar de frescor a esta produção. Equilíbrio e senso de proporção. Não sei vocês, mas, já estava cansado de diretores que apostam na formula Quanto maior, Melhor , vide a aborrecida sequência de Independence Day.

Filme para ser visto por crianças, jovens e adultos, tanto pela estética como pela mensagem colocada sutilmente sobre amizade, desapego ao passado e recomeço… e, a maneira como a aceitação de uma morte certa foi colocada teve leves ares poéticos, especialmente para quem entende sobre a figura do Pegasus. Por fim, não posso encerar sem dizer que Danny de Vito e Danny Glover souberam usar as poucas falas e cenas que possuem com todo o carisma que a experiência desses dois atores evoca, ademais, se Dwayne Johnson, Jack Black e Kevin Hart, arrancaram risos agindo como adolescentes em corpos adultos, agora acrescentam a isso, e usam bem, o estereotipo que temos sobre a velhice.

Então, vamos ao cinema, Jumanji – Próxima Fase, te espera. Aceita o Desafio?

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