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Uma “sacola” de mal gosto

No Dia Internacional da Lembrança do Holocausto uma sacola com uma estrela de Davi contendo sabão e literatura antissemita foi deixada do lado de fora de uma exposição sobre o Holocausto

Por muitos anos após a Segunda Guerra Mundial, persistiram os rumores de que os nazistas usavam corpos judeus para produzir sabão. A base da receita para produção deste material era gordura animal, mais conhecida como sebo, cinzas e soda cáustica. Então, os nazistas não teriam dificuldades para conseguir tal matéria prima para produzir o referido sabão utilizando restos humanos, já que os campos de concentração possuíam câmaras de incineração, suas tendências à atrocidades e um sadismo sem limites.

Nenhuma evidência foi encontrada para apoiar a tal fato. Entretanto, na segunda-feira, 27 de janeiro, Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, uma sacola com uma Estrela de Davi contendo sabão e literatura antissemita foi deixada do lado de fora de uma exposição sobre o Holocausto nos arredores do museu da cidade de Norrköping, situado a cerca de 150 quilômetros a sudoeste de Estocolmo, capital da Suécia.

Estas  informações foram dadas pela Emissora SVT na quinta-feira, que relatou ter encontrado tal sacola um dia após a abertura da exposição intitulada “Nazismo em Norrköping de vez em quando“.

“O incidente provavelmente será tratado pela polícia como um caso de intimidação”, segundo Peter Lyrander, funcionário municipal responsável pelo portfólio de segurança. Não há suspeitos.

A Suécia, por vários fatores, se posicionou neutra na Segunda Guerra Mundial, mas, segundo mostram estatísticas do governo, o número de crimes de ódio anti-semita registrados no país atingiu um recorde em 2018, saltando 53% em relação aos números de 2016.

Créditos CNAAN LIPHSHIZ / JTA  

Imagem Pixabay

Fonte The Jerusalem Post

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Joice Maria Ferreira

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre as atualidades sócio-políticas e econômicas da região.
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