Palestrantes conversaram com voluntários e imprensa para esclarecer formas de apoiamento e diretrizes políticas do novo partido

Foi neste último sábado, 8 de fevereiro, o primeiro encontro de dirigentes e voluntários do novo partido Aliança pelo Brasil, capitaneado pelo presidente Jair Bolsonaro. Os deputados federais Luiz Philippe de Orleans e Bragança, Guiga Peixoto, Carla Zambelli e Aline Sleutjes (Paraná), a advogada dra. Karina Kufa e o responsável técnico pelas ações de apoiamento Edson Romão responderam as questões dos voluntários que têm promovido mutirões de apoiamento nos cartórios em todo o estado de São Paulo.

Em 50%. “Estamos fazendo a nossa parte e vamos conseguir todas as adesões, só dependeremos de fatores externos, ligados à burocracia”, observou Karina.

Viés político – Como a plateia era composta por voluntários e apoiadores do presidente e do novo partido, surgiram dúvidas em relação à linha política da nova legenda.  A deputada Carla Zambelli ressaltou que haverá uma barreira para que membros conhecidos de partidos de esquerda e “traidores” do PSL não se infiltrem como membros ou queiram se aproveitar. “Vamos estar atentos a esse mal chamado ‘caronavírus’; estamos escolados com oportunistas que se elegeram e depois traíram o presidente e os ideais da renovação política no Brasil”, afirmou a deputada.

Nesse mesmo pensamento, o deputado Luiz Philippe traçou algumas linhas gerais do estatuto do Aliança pelo Brasil, que deverá ser aprovado após a recolha das assinaturas de apoiamento. “Este é um partido que nasce sem os vícios da velha política, sem caciques, tendo como berço o ativismo de pessoas como nós, que foram à avenida Paulista pedir o impeachment da Dilma e a Reforma da Previdência. Só o nosso país teve isso, essa é uma inovação em termos políticos e o partido Aliança segue esse viés”.

Em meio à reunião, o presidente ligou via whatsapp para agradecer o trabalho voluntário dos que estavam ali presentes, ressaltando a importância das pessoas que têm acreditado na nova legenda, a ponto de investirem seu tempo e recursos para que o sonho do primeiro partido conservador do Brasil se realize. Em recente postagem na internet, o presidente Desfazendo dúvidas – Edson Romão esclareceu os procedimentos para se aderir ao novo partido, a partir do preenchimento de um formulário-padrão, que pode ser obtido no site do Aliança (www.aliancapelobrasil.com.br).

De posse de seu título de eleitor, esse documento deve ser levado ao cartório de notas ou de registro civil, autenticado e hoje são facultadas duas formas de envio: ou o cartório fica com o documento que será recolhido por representantes autorizados; ou o próprio eleitor pode enviá-lo pelo correia à caixa postal de seu estado. Romão destacou que muitos representantes estavam ainda de posse das fichas, esperando acumular para enviá-las todas de uma vez, o que atrasa o processo de envio ao TSE. “Estamos correndo contra o tempo, e quem ficar com a ficha embaixo do braço perde o bonde da história”. Para que haja viabilidade para as próximas eleições, o partido deve estar constituído até 3 de março e seus filiados devem se registrar até 4 de abril para concorrerem às eleições.

Nessa linha, a dra. Karina Kufa, advogada e representante estatutária do Aliança pelo Brasil, é otimista e revelou que até agora os números crescentes das adesões apontam para o cumprimento dos meta de 500 mil apoiamentos necessários para a criação do partido, embora as chances de que todo o processo seja finalizado a tempo para as próximas eleições estejam Bolsonaro reforçou que o Aliança pelo Brasil ainda está em formação e não há acordos políticos ou coligações com pessoas ou partidos, bem como não há escolha prévia de candidatos e membros de executivas.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Vera Amatti (jornalista) f. 11 98271-1997

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