A corrupção no Brasil tirou dinheiro da saúde, da educação e da segurança pública. A afirmação é da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que, em discurso no debate geral da 43ª Sessão do Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, nesta segunda-feira (24), defendeu combate efetivo ao desvio de recursos como arma de proteção de direitos humanos.

Em quase nove minutos de fala, a ministra destacou avanços da atual gestão do governo federal na área social, como a diminuição nos índices de assassinatos em 22%, a redução no número de estupros e a melhoria nos serviços de atendimento de violação em direitos humanos: o Disque 100 e o Ligue 180.

“Sem corrupção, já começa a sobrar dinheiro para proteger nossos brasileiros. Um dos muitos exemplos é a recente iniciativa do governo Bolsonaro de pagar pensão vitalícia para crianças nascidas com microcefalia em decorrência do zika vírus e também do pagamento da décima terceira parcela do maior programa de transferência de renda, o Bolsa Família”, destacou.

Ela também ressaltou avanços conquistados a partir de 2019, como a sanção de sete leis de proteção da mulher, o aumento de 40% dos recursos para o combate ao HIV/AIDS, hepatite e outras ISTs, as ações pelo fim da violência contra a comunidade LGBT e o enfrentamento ao racismo.

A representante do Brasil citou ações realizadas em defesa dos adolescentes, como a sanção da Política Nacional de Prevenção do Suicídio e da Automutilação entre Crianças, Jovens e Adolescentes, chamada de Lei Vovó Rose. Também citou a recente campanha de prevenção à gravidez dentro desta faixa etária.

E aproveitou para fazer um chamamento para que os países se comprometam ainda mais no cumprimento de tratados de proteção da criança. Este ano, a Sessão de Direitos Humanos comemora o 30º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança, ratificado pelo Brasil em 1990.

Venezuela

Damares Alves voltou a denunciar o regime que atualmente governa a Venezuela. E destacou as ações do governo brasileiro promovidas na fronteira, por meio da Operação Acolhida, que já atendeu a mais de um milhão de cidadãos daquele pais que buscam refúgio no Brasil.

“Estamos particularmente preocupados com as centenas de crianças que chegam desacompanhadas ao Brasil. Elas precisam de uma perspectiva de vida livre e saudável, algo que lhes foi violentamente retirado pelo regime ilegítimo e autoritário de Nicolás Maduro”, afirmou.

Eleição

Esta é a primeira participação da ministra Damares Alves desde a reeleição do Brasil para a composição do Conselho de Direitos Humanos da ONU. No ano passado, a recondução ocorreu após voto favorável de 153, resultado superior à votação ocorrida em 2016.

Como parte dos compromissos assumidos, a representante brasileira ressaltou o trabalho pela entrega de todos os relatórios pendentes do Brasil a órgãos internacionais. O mais atrasado, segundo ela, não era apresentado desde 2003.

Fonte GOV.BR

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