Mundo Militar

Marinha do Brasil apresenta o Seminário “Mulheres, Paz e Segurança”

A Marinha brasileira apresentou no último dia 10 de março, o Seminário “Mulheres, Paz e Segurança: 20 anos da agenda da Resolução ONU 1325 e os 40 anos da mulher na Marinha”

“Mulheres, Paz e Segurança: 20 anos da agenda da Resolução ONU 1325 e os 40 anos da mulher na Marinha” foi o tema do seminário que a Marinha do Brasil, por meio do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (CGCFN) e do Centro de Operações de Paz de Caráter Naval (COpPazNav), promoveu no dia 12 de março, no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC)

O evento celebrou os 40 anos do ingresso da mulher na Força e os 20 anos da agenda da Resolução ONU 1325, que evidencia a importância da promoção da igualdade na participação das mulheres em todas as fases dos processos de construção da paz. O seminário tem como propósito discutir os avanços e desafios nos tempos atuais sobre a real inclusão das mulheres e a relevância de seu papel em todos os setores da sociedade, em períodos de paz ou de conflito.

O Seminário Mulheres, Paz e Segurança foi organizado em dois painéis: “20 anos da agenda da Resolução 1325 – A visão dos especialistas” e “Os 40 anos da mulher na MB”. Os temas em pauta serão abordados por especialistas, oficiais-generais e oficiais superiores da MB, como a Capitão de Fragata Marcia Andrade Braga, que recebeu em 2019 o prêmio de “Defensora Militar da Igualdade de Gênero da ONU”, em Nova York, e será agraciada, no dia 25 de março, com o prêmio “Faz Diferença”, do Jornal O Globo, na categoria “Mundo”, por sua significativa atuação na missão da ONU na República Centro-Africana.

O COpPazNav da Marinha do Brasil, estabelecido no CIASC, é a unidade de treinamento da MB para operações de paz, particularmente aquelas de caráter naval, como a executada pela Força-Tarefa Marítima na Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-UNIFIL). O Centro, cujo Curso Internacional possui certificação da ONU, exerce forte atuação na questão de gênero, tendo já realizado três edições do Estágio de Operações de Paz para Mulheres.

Sobre o Seminário

No ano em que a Marinha do Brasil comemora os 40 anos do ingresso da mulher militar em suas fileiras, o mundo se pergunta sobre a efetividade e os resultados advindos dos 20 anos da Resolução 1325. Os dois eventos se conectam e levam a diversas questões sobre os avanços e desafios que temos nos dias atuais sobre a real inclusão de mulheres e a relevância de seu papel em todos os setores da sociedade, em períodos de paz ou de conflito. Ou, ainda, sobre a real igualdade em tempos de paz, buscando a diminuição da vulnerabilidade em um período de instabilidade ou conflito.

Em 31 de outubro de 2000, o Conselho se Segurança das Nações Unidas aprovou por unanimidade a Resolução 1325, reafirmando a importância da promoção da igualdade na participação das mulheres em todas as fases dos processos de construção da paz e da promoção da segurança. Tratava-se do reconhecimento dos impactos específicos que os conflitos contemporâneos e as situações de insegurança têm sobre as mulheres e meninas e dos esforços desenvolvidos para combatê-los e minimizá-los.

A Resolução, que tem por base a participação, a prevenção e a proteção de mulheres, suscita pontos para reflexão: quais resultados foram alcançados desde sua aprovação? Houve o emprego de seus princípios em áreas de conflito com a participação das tropas da ONU? Qual seria a melhor estratégia para sua aplicação nas referidas áreas? O que falta para a total implementação da Resolução 1325? Qual o papel das militares, policiais e civis neste contexto? Quais ações estão em curso no Brasil para a concretização das metas previstas na agenda “Mulheres, Paz e Segurança”?

Em 1980, o Brasil aprovou a Lei 6.807, que criou o Corpo Auxiliar Feminino da Reserva da Marinha, com atuação prevista para a área técnica, administrativa e de saúde. Desde então, a mulher vem gradativamente assumindo posições de relevância dentro da Força e conquistando espaços que até bem pouco tempo seriam impensáveis para uma militar. Como prova desta evolução, hoje as oportunidades de ingresso para a carreira de Oficiais se encontram em total condição de igualdade entre ambos os gêneros, assim como a participação de mulheres em missões de paz das Nações Unidas.

Desta maneira, os 40 anos da mulher na Marinha do Brasil nos traz alguns pontos para análise: quais benefícios foram alcançados com a inclusão das mulheres? Quais ações estão sendo desenvolvidas para que as mulheres tenham em suas carreiras as mesmas oportunidades que seus colegas homens? Quais as perspectivas para as novas gerações de mulheres que pretendam ingressar na Força?

Sendo assim, o Seminário buscará um maior entendimento das dinâmicas de gênero e a importância da efetiva participação das mulheres no desenvolvimento da sociedade, seja no âmbito militar, seja da sociedade civil, com foco no impacto que elas imprimem onde tem garantida sua representatividade.

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