Quando se fala de automobilismo no Brasil, especificamente de Fórmula 1 um nome geralmente aparece no imaginário popular: Senna. Talvez seja o esportista brasileiro mais querido dentro e fora do país, mas em termos de genialidade tivemos um piloto tão bom quanto ou melhor, que foi Nelson Piquet.

Igualmente tri-campeão como o compatriota em 1981, 1983 e 1987, foi um dos maiores dentro das pistas e talvez seu temperamento forte e o pouco trato com a imprensa, principalmente a nacional, atrapalhou a formação da imagem de ídolo brasileiro. Todos nós sabemos como nossa mídia trata os que são avessos a ela, aliado que Senna era, de certo modo, o querido dela, mas nada que mudou a opinião de seus fãs, que são milhares espalhados Brasil afora.

Infelizmente isso é algo crônico do brasileiro: a falta de afetividade e memória do que nossos atletas fizeram defendendo nosso país, apenas lembrando dos poucos que são colocados num “altar” pela imprensa. Piquet sempre foi genial, autêntico e sincero no que dizia e fazia, sempre a frente do seu tempo, muito do que disse se concretizou na F1, além de ser um grande piloto, auxiliava nas projeções dos seus carros e tem o feito de ser campeão com 3 motores diferentes, Ford e BMW na Brabham em 1981 e 1983, respectivamente, e Honda na Williams em 1987.

Dos 13 anos em que esteve nas pistas, disputou 204 GPs, teve 23 vitórias e largou em primeiro por 24 vezes. Estreou na categoria em 1978 pela pequena equipe Ensign e fez sua última prova a bordo de uma Benetton, em 1991, no GP da Austrália. Exaltemos esse que é um dos maiores da história da Fórmula 1.

Foto: Divulgação/Fórmula 1
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