Brasília, 28/03/2020 – Na Operação COVID-19, as expertises existentes junto às tropas especializadas em Defesa Biológica, Nuclear, Química e Radiológica (DBNQR), da Marinha, Exército e Aeronáutica têm possibilitado o monitoramento, a identificação, o balizamento da área e a descontaminação de pessoal, material e veículos.

É considerado perigo químico qualquer agente químico (manufaturado, usado, transportado ou armazenado) que pode causar morte ou dano por meio de sua propriedade tóxica. O perigo radiológico trata-se de qualquer partícula radioativa ou onda eletromagnética que produza íons que causem danos, ferimentos ou destruições.  Perigo Nuclear é o conjunto de efeitos nocivos à saúde de pessoas e de animais, instalações e equipamentos eletrônicos, que resultam da detonação de uma arma nuclear, que pode causar danos imediatos ou prolongados, de acordo com a natureza e características da detonação nuclear.

EPI
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) são constituídos pela máscara contra gases, Roupa Protetora Permeável de Combate (RPPC), botas e luvas de proteção. O nível de proteção a ser utilizado será decidido de acordo com características da contaminação. Os procedimentos de colocação e retirada devem ser padronizados para que a contaminação dos elementos operacionais não ocorra nessa fase.

Para o combate ao coronavírus está sendo utilizada a proteção nível C (na cor branca ou amarela), que é a recomendada para ameaças biológicas.

Descontaminação
O tipo do perigo BNQR e a situação são os fatores que indicam qual o método de descontaminação mais adequado. Existe a descontaminação de pessoal, que visa ações para salvar vidas, reduzir baixas e limitar a disseminação do contágio; e a descontaminação física, que engloba equipamentos, objetos, veículos, instalações e áreas, permitindo a reutilização da infraestrutura. Há, também, a descontaminação técnica, que tem por finalidade descontaminar as equipes das organizações militares DBNQR e demais especialistas.

Na Operação COVID-19 estão sendo utilizados os produtos BX 24 – para descontaminação/detoxificação para veículos e diferentes tipos de materiais de agentes QBRN e o BX 29 – produto descontaminante para pessoas.

O Ministério da Defesa já empregou militares especializados em defesa BNQR nos Jogos Mundiais Militares, Jornada Mundial da Juventude, Copa das Confederações, Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016, Operação Regresso à Pátria Amada Brasil além de diversos apoios à Defesa Civil.

As Organizações Militares que podem atuar no campo da defesa biológica junto aos diferentes Comandos Conjuntos ativados na Operação Covid-19 são os Comandos dos Distritos Navais, o Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra, a Companhia de Defesa NBQR do Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais, o Centro de Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica da Marinha do Brasil, o Batalhão de Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica de Aramar-SP, da Marinha do Brasil, a Companhia de Defesa Química, Radiológica, Biológica e Nuclear, do Comando de Operações Especiais, do Exército, o 1° Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear, do Exército, o Instituto de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear, do Exército e o Instituto de Biologia, do Exército Brasileiro. A Força Aérea Brasileira conta com o Instituto de Medicina Aeroespacial Brigadeiro Médico Roberto Teixeira – IMAE e com os meios especializados de Evacuação Aeromédica como o do 3º Esquadrão do 8º Grupo de Aviação (Esquadrão Puma).

Durante a Operação COVID-19, militares especializados também estão realizando curso de Defesa Biológica, Nuclear, Química e Radiológica para capacitar militares das Forças Armadas, bombeiros e agentes da Defesa Civil.


Balanço das ações

Até o momento, estão sendo empregados cerca de 323 viaturas, 52 embarcações e cerca de seis mil militares da Marinha, Exército e Aeronáutica, que trabalham em ações de conscientização da população, apoio a órgãos governamentais e de fronteiras, limpeza e descontaminação de locais públicos, postos de triagem, campanhas de vacinação, montagens de barracas para atendimento, dentre outras.

Assessoria de Comunicação Social (ASCOM)

Fonte: Portal de Imprensa do Ministério da Defesa

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