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Governador de São Paulo processa motorista de aplicativo

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Cena: O governador, que mora em uma mansão em bairro de São Paulo, com sua cara plastificada e terno pago com dinheiro público, usa seu cargo e seus advogados, também pagos com dinheiro público, para dar queixa-crime contra um rapaz desempregado, que faz bico como motorista de aplicativos e paga imposto para sustentar o governador e seus advogados, para estes o processarem.

Isso aconteceu dia 1 de abril, mas não é uma mentira das muitas que Dória costuma contar para se promover em entrevistas coletivas diárias, por puro oportunismo. É tudo verdade e todas as afirmações que faço têm suas provas em fontes oficiais e podem ser conferidas ao final desta matéria

Não é possível conceber maior absurdo, nem se calar diante do desmando, da crueldade, da opressão que Dória exerce sobre os mais fracos. O nome do rapaz é Rafael Moreno e tem um pequeno canal no Twitter, mas é um cidadão que participa e se indigna diante do estado de penúria que ele e outros vêm passando. Publicou diversos vídeos relatando sua condição e criticando merecidamente o governador, que dia após dia demonstra ser indígno de sentar na cadeira do mais alto posto do estado.

Mas qual foi o crime de Rafael? Segundo Dória, tê-lo insultado, chamando-o de “vagabundo” em sua página “Robô Conservador”; e ter organizado junto com algumas tias do Whatsapp uma manifestação em frente à sua casa, no Jardim Europa. Meia dúzia de senhoras e dois ou três rapazotes assustaram tanto o frouxo Dória que ele hoje mandou fechar sua rua para impedir qualquer manifestação. Despreparado para ser pessoa pública, pois o cargo exige que ele receba críticas e comprometa sua privacidade, o antes forte e agora fraco Dória esmorece com a baixa popularidade e a dura realidade de que não se elegerá mais a nenhum cargo dentro deste estado ou de outro. Suas pretensões naufragaram há muito tempo e ao puxar sua folha corrida, fosse ele cidadão comum, ao chegar à delegacia seria preso por seus crimes, muitos já prescritos, mas nunca esquecidos.

Em recente vídeo, Rafael se desculpa com Dória, arrogando para si e seus familiares o insulto de “vagabundo”, pois enquanto o governador despacha da piscina de sua casa, a população acuada, isolada e sem poder trabalhar morre à míngua, em um cenário de terceira guerra que nunca existiu, como comprovam hoje os documentos oficiais e estatísticas sérias. Ao final, ele constata que ele, pobre de recursos financeiros, não tem como lutar contra a máquina milionária de um governador. É bem verdade que Dória acumulou milhões por não pagar as dívidas que contraiu ao ser presidente da Embratur, pois foi condenado a devolver ao erário mais de 6,5 milhões de reais, o que nunca o fez, apesar de morar em uma mansão muito mais valiosa. Este é um dos muitos crimes que cometeu e ficou impune.

Podemos também classificar o caso do covarde governador contra o indefeso popular como censura à liberdade de expressão, direito garantido pela Constituição. Inadmissível que qualquer pessoa de bem se cale diante do que está acontecendo. Administrador às avessas, Dória arma um circo e propaga histeria, pânico e se empenha para calar qualquer um que se oponha à sua política do terror, liderando governadores igualmente venais, como o inexpressivo e incompetente Witzel, do Rio de Janeiro, ou os já manjados e corruptos esquerdistas ou coronéis do Nordeste, que ameaçam idosos, confiscam bens e mandam prender qualquer um que se oponha a seus desmandos, apoiados inclusive por ministérios públicos aparelhados. Resultado: os saques já começaram por lá e o caos deve se instalar antes do fim dessa infinda quarentena.  

Gente de bem, como Rafael, não tem preguiça de levantar cedo, arregaçar as mangas e ir à luta. Seu pai e seu irmão trabalham em um bar que está fechado; sua mãe, em uma imobiliária também fechada. Os ambulantes, que dependem da circulação de pessoas, tiveram seus alvarás cassados. Fiscais de prefeituras, aproveitando a quarentena obrigatória, ameaçam pequenos negócios de barbeiros, cabeleireiros, ferros-velhos e perfumarias que abrem meia porta e aproveitam para achacar seus proprietários com multas abusivas, exercendo um poder que nunca lhes foi conferido.

Ao final de seu último vídeo, Rafael deixa uma mensagem poderosa para todos nós, vítimas de um político vaidoso e oportunista: Um governador pode pagar muitos advogados, mas não pode comprar Deus, que é nosso maior advogado. Com Ele, podemos contar para afastar o vírus chamado Dória, que tem contaminado toda a nossa sociedade, e para o qual a única vacina é o voto consciente.

Vídeo: Meu pedido de desculpas para o governador (Robô Conservador)

*Esta matéria foi escrita com a colaboração de Paulo Barros, CEO da Duna e pesquisa da jornalista Clau Costa, dois profissionais que admiro, respeito e confio.
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Vera Amatti

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades sócio-políticas e econômicas da região.
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